sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A LUTA PELA UNIVERSIDADE DO SEMI-ÁRIDO NO SERTÃO CENTRAL

A idéia de construir a UFERSA – Angicos nasceu no Sertão da Bahia, em dezembro de 2006, quando o reitor acompanhado de mais dois pró-reitores retornavam de um Seminário em Salvador organizado pela UFBA sobre o projeto Universidade Nova com apresentações de algumas IFES sobre a expansão territorial iniciada em 2003. Nestes dois anos a administração central da UFERSA catalisou diversas ações, voltadas para a expansão territorial da UFERSA.
· As ações foram iniciadas em Janeiro de 2007 com a criação de uma Comissão formada pelos docentes Walter Martins, Milton Morais e José Arimatea de Matos visando a expansão territorial da UFERSA, cuja proposição inicial da Reitoria apontava para três campi: Pau dos Ferros, Limoeiro do Norte e Angicos. Em seguida, ocorreram diversas reuniões na região e em Brasília, as quais culminaram com a liberação do Campus da UFERSA em Angicos. Vejamos abaixo:
· Visita de uma comitiva de Pau dos Ferros a Reitoria da UFERSA
· Encontro na Câmara Municipal de Pau dos Ferros para discutir o projeto do Campus da UFERSA em Pau dos Ferros
· Encontro na ACDA – Apodi: Compromisso dos políticos (deputados e senadores) de trocar Limoeiro do Norte por Apodi
· Encontro no BNB – Pau dos Ferros para apresentação de um estudo de viabilidade da UFERSA em Pau dos Ferros
· Visitas à Reitoria da UFERSA de comitivas da Sociedade de Assu, Caraúbas, Apodi, Angicos e Pau dos Ferros acompanhadas dos prefeitos municipais para tratar da instalação da UFERSA nestes municípios.
· Visita de uma comitiva da UFERSA à comunidade de Melancia – Apodi para tratar da instalação do Campus naquele povoado
· Encontro em Assu na Câmara Municipal para discutir a viabilidade da troca de Angicos por Assu
· Encontro dos prefeitos com a Governadora Wilma de Faria para discutir o apoio da Governadora ao projeto de expansão territorial da UFERSA
· Encontro na Praça Pública em Angicos com a presença de diversos parlamentares federais e estaduais para discutir o apoio ao projeto
· Reunião da Bancada do RN com o Secretário de Ensino Superior Ronado Mota: Compromisso do Secretário: Se os parlamentares alocarem recursos para a construção dos Campi o MEC apoiará na liberação de recursos de custeio e contratação de docentes.
· Viagem do Vice-reitor à Terezina – PI para conhecer o projeto de expansão da UFPI e adaptá-lo para a UFERSA
· Análise do projeto Reuni pelo CONSEPE, contendo a expansão territorial (Angicos, Pau dos Ferros e Apodi)
· Análise e Homologação pelo CONSUNI do projeto incluindo os campi, mesmo sem a garantia de recursos dentro da rubrica do Reuni.
· Assinatura do Acordo de Metas do Reuni em Brasília: o acordo não contempla recursos para os campi.
· Reunião agendada pelo prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rego com o Presidente do Senado solicitando a interferência junto ao Ministro da Educação para aprovar o projeto de expansão territorial
· Envio de técnicos a Apodi e Pau dos Ferros para identificar os locais de construção dos Campi
· Reunião com o Ministro da Educação, Fernando Haddad agendada pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho: O ministro disse que não incluiria o projeto dentro do Reuni, mas recomendou ao reitor da UFERSA a apresentar um projeto à parte para a expansão. Ele disse ainda que não recomendava a instalação dos campi em Apodi e Pau dos Ferros, porque estes dois municípios estavam sendo contemplados com CEFET`s que iriam se transformar em IFET`s, condição para oficializá-los como instituições de ensino superior. Ele disse ainda que não justificava o Governo ter duas instituições no mesmo município. O presidente do Senado não pôde para participar da Reunião.
· Reunião da Presidente do Senado com o ministro da educação em exercício José Henrique Paim: O ministro assumiu o compromisso de incluir o Campus de Angicos na expansão da UFERSA e autorizou a sua equipe a dialogar com a Reitoria da UFERSA para tratar da liberação de recursos imediata.
· Ligação telefônica da Professora Maria Ieda Costa Diniz (DIFES) para convidar o reitor para uma reunião em Brasília para tratar da instalação do Campus de Angicos.
· Reunião do Reitor com a Diretora Maria Ieda Costa Diniz (DIFES) para discutir o orçamento do Campus: O MEC assumiu o compromisso de liberar a contratação de docentes efetivos ainda em 2008. Ficou acordado também que 50% dos recursos de capital serão oriundos de Emenda de Bancada.
· Visitas do Reitor e equipe a Angicos para tratar do local de instalação do Campus: O Patrimônio da União liberou uma área de 160 hectares situada na zona urbana do município para a instalação do Campus.
· Visita do reitor da UFERSA, acompanhado dos pró-reitores de Planejamento e Administração e de Graduação ao Centro de Educação e Saúde – CES, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), localizado no município de Cuité-PB, com o objetivo de conhecer as instalações daquela unidade, visando avaliar a possibilidade de utilizar os projetos de suas edificações como referência para a elaboração do projeto executivo do campus da UFERSA a ser construído em Angicos. Como resultado da visita, ficou evidenciado que, devido às semelhanças de finalidade e porte do campus, os projetos arquitetônicos do campus de Cuité poderiam ser aproveitados, com pequenas adaptações, às necessidades acadêmicas e administrativas do campus da UFERSA em Angicos. Imediatamente, a UFERSA solicitou à UFCG a cessão de direito de uso dos projetos das edificações, sendo prontamente atendida pelo reitor da UFCG, prof. Thompson Fernandes Mariz.
· Liberação no Orçamento da UFERSA 2008 de R$ 7 milhões para a construção da Primeira Etapa do Campus de Angicos
· Abertura de concurso público para contratação de docentes para ministrar aulas no primeiro semestre de 2009.
· Abertura de concurso vestibular para os discentes que ingressarão no primeiro semestre de 2009
· Autorização pelo MEC de abertura de Edital Público para contratação de servidores técnico-administrativos
· Contratação de empresa especializada para elaborar o Plano Diretor do Campus de Angicos e projetos de todas as edificações
· Levantamento de preços dos equipamentos de informática, de laboratório, móveis de escritório e material bibliográfico.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

HISTÓRICO DO CTARN I

CAPTAÇÃO DE RECURSOS DA FINEP
Em documento recente emitido pela FINEP sobre a avaliação dos projetos estruturantes dos sistemas estaduais de C, T & I, o Estado do RN conseguiu captar recursos em valores comparáveis com estados maiores como Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em termos de Nordeste, o Rio Grande do Norte destacou-se em relação a outros estados. Enquanto o RN conseguiu 2 milhões 475 mil reais, o Estado de Alagoas conseguiu apenas cerca de 1,7 milhão de reais. Os recursos do RN foram alocados para a UFERSA visando à implantação do Centro Tecnológico do Agronegócio do RN (CTARN). A proposta do Rio Grande do Norte foi contratada nos últimos dias de dezembro de 2006 e a liberação do orçamentário só foi feita por volta das 22:00 h do último dia útil de 2006. Os recursos foram repassados para a FAPERN e a licitação para o início das obras está sendo providenciada pela FAPERN junto a Secretaria de Administração do Governo Estadual.
Segundo a FINEP o atraso no início de alguns projetos foi decorrente de duas dificuldades: a primeira delas foi a demora em obter as assinaturas de todos os partícipes, que, no caso dos projetos estruturantes, são usualmente em grande número, pois um dos objetivos é exatamente associar em torno da proposta as diversas instituições sediadas no Estado que trabalham com o(s) assunto (s) selecionado (s). Acredita-se, que nas próximas operações, esse problema seja minimizado, uma vez que a FINEP passou a limitar as assinaturas a um máximo de dois co-executores, devendo os demais assinar posteriormente um termo de adesão.
A segunda questão observada e que contribuiu para atrasar a contratação foi a solicitação de alguns Estados para alteração do arranjo institucional proposto originalmente, como por exemplo, troca do proponente da operação. Essa alteração, se solicitada após a aprovação da proposta, implica em reexame do assunto pela área operacional e pela Diretoria da FINEP, o que requer um certo tempo. O ideal seria não haver necessidade de alteração no arranjo institucional original.

A LUTA PELA EXPANSÃO DA UFERSA I

No primeiro semestre de 2007 os tópicos abaixo faziam parte da coluna UFERSA em FOCO mostrando a luta pela expansão da UFERSA:

PROPOSTAS DE MESTRADO
Os professores do departamento de Ciências Ambientais estão preparando duas propostas de cursos de mestrado a serem enviadas para apreciação da CAPES. Uma das propostas é um curso de mestrado em Agronomia: Ciência do Solo e a outra proposta é em Informática Aplicada. A primeira proposta contará com o apoio da EMBRAPA e a segunda proposta é uma parceira da UFERSA com a UERN.

NOVOS CURSOS DE GRADUAÇÃO
A Reitoria da UFERSA recebeu, no último dia 05, os projetos dos cursos de graduação em Engenharia Mecânica e Engenharia de Energia. A comissão que elaborou os projetos foi composta pelos docentes Idalmir de Souza Queiroz Júnior (presidente da comissão), José de Arimatéa de Matos e Francisco Odolberto de Araújo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A LUTA PELO DESENVOLVIMENTO DO SEMI-ÁRIDO

SEMI-ÁRIDO: UMA TERRA ÁRIDA E ESQUECIDA


De acordo com os estudos do Ministério da Integração Nacional, o Semi-Árido Brasileiro é caracterizado pelos seguintes critérios técnicos: precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 milímetros; índice de aridez até 0,5, calculado pelo balanço hídrico que relaciona as precipitações e a evapotranspiração potencial, no período entre 1961 e 1990; e risco de seca maior que 60%, tomando-se por base o período entre 1970 e 1990.
A área classificada oficialmente como Semi-Árido Brasileiro é 969.589,4km2, abrangendo 1.133 municípios. No site do Ministério da Integração Nacional há vários documentos evidenciando o seu compromisso com o desenvolvimento desta sub-região, tanto no que se refere à ativação de seu potencial endógeno de crescimento econômico, quanto no sentido da diminuição das desigualdades inter-regionais vigentes no país.
Mas esta sub-região não é árida apenas de chuva, e o risco de continuar subdesenvolvida pelos próximos 100 anos pode ser maior do que o risco da seca. O Semi-Árido é também árido de recursos humanos capacitados para a produção de ciência, tecnologia e inovação, e, se continuar dessa forma, corre o risco de se tornar muito mais árido nas suas perspectivas de crescimento.
A pergunta que fazemos é: como conseguir melhorar os índices de desenvolvimento humano, sem a presença em potencial das universidades públicas federais e dos institutos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação?
Primeiramente, no caso dos institutos, apenas quatro cidades (Campina Grande – PB , Sobral – CE, Petrolina – PE e Teresina – PI) do Semi-Árido são beneficiadas com a presença de pesquisadores voltados para o desenvolvimento regional. O número de pesquisadores nas quatro cidades não ultrapassa duas centenas, o que representa uma proporção pesquisador/município do Semi-Árido igual a 1 para 5; ou uma proporção pesquisador:área de semi-árido aproximadamente igual a 1 para 5000.
Se o número de pesquisadores no Semi-Árido Brasileiro é desanimador, imagine o número de docentes nas universidades públicas federais localizadas nessa sub-região. Em apenas duas cidades (Campina Grande e Teresina) o número de docentes ultrapassa a 500. Entre as outras cidades, dificilmente se encontra uma em que o número de docentes atinja uma centena. Mesmo em cidades sedes de universidades federais, verdadeiros pólos de microrregiões, como Mossoró – RN e Petrolina, o número de docentes universitários é muito reduzido. A Soma dos números de docentes das duas IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) sediadas nessas cidades, não chega a 10% do número de docentes que estão na cidade de Salvador. Como o número de docentes no Semi-Árido é muito reduzido, é reduzido também o número de vagas nos concursos vestibulares das universidades federais dessa sub-região.
Tomando como exemplo a Universidade do Semi-Árido (UFERSA) que, mesmo sem docentes para ministrar as disciplinas dos cursos recém-instalados, oferece apenas 560 vagas por ano; isto só dar para atender o número de jovens de um pequeno município do Semi-Árido.
Mesmo após todo o processo de expansão das universidades públicas federais, ocorrido nos últimos cinco anos, as desigualdades na alocação de docentes nas diferentes regiões têm se acentuado. Apenas para se ter uma idéia dessa desigualdade na região Semi-Árida, onde habita uma população de cerca de 21 milhões de habitantes, ainda se encontram trechos de até 500 quilômetros sem uma universidade federal, ou sem um campus de uma universidade federal. Esta realidade é muito diferente da encontrada no Sudeste. Lá, é muito comum encontrar uma universidade ou um campus universitário distante um do outro apenas 50 ou 100km. Ou seja, no Sudeste a universidade vai aonde a população precisa, mas no Semi-árido a população precisa correr atrás da universidade e, mesmo assim, nessas IFES ainda há pouquíssimas vagas para atender a demanda. A desigualdade de tratamento dispensado às IFES, por ocasião do processo de expansão do sistema federal de ensino superior, também é uma realidade dentro do próprio Nordeste. No último processo de expansão, o RN foi o único Estado da região que não foi contemplado com um novo campus. De Mossoró a Touros – RN (320km de distância) e de Mossoró ao extremo do Alto Oeste, sub-região do Rio Grande do Norte (cerca de 300km de distância) não há um só campus de universidade federal. O número de municípios nessas microrregiões não beneficiadas por uma universidade federal chega a mais de 50% dos municípios do Estado.
Nas duas últimas distribuições de docentes feitas pela Sesu (Secretaria de Educação Superior), a região esquecida pelo resto do país também foi esquecida pelo Ministério da Educação. Na penúltima, a Universidade do Semi-Árido foi contemplada com apenas 15 vagas para realizar o seu processo de expansão. Na última, ocorrida na semana de 18 a 24-6-2007, foi pior. Apenas 10 vagas para docentes foram alocadas para a Universidade do Semi-Árido ampliar o número de cursos de graduação. Novamente esqueceram do Semi-Árido.
Diante da situação de aridez mostrada acima, torna-se iminente o engajamento dos homens públicos da região para minimizar este quadro caótico.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A LUTA PELA EXPANSÃO DA UNIVERSIDADE DO SEMI-ÁRIDO

A EXPANSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL PRECISA CHEGAR AO SEMI-ÁRIDO DO RN

A interiorização da universidade pública está prevista na constituição de 1988. A melhor forma de pôr em prática este processo é por meio da expansão das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior).
A universidade pública representa um processo de desenvolvimento autônomo: cultural, econômico, científico, entre outros. A preocupação da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) com a expansão é antiga. A primeira tentativa de expandir o sistema federal de ensino superior foi acordada com a SESU (Secretaria de Educação Superior) em 1998. Na oportunidade, o MEC (Ministério da Educação) argumentava que havia ociosidade no quadro de docentes das IFES. O Protocolo preparado pela ANDIFES, que não chegou a ser assinado na SESU, contempla, entre outras, as seguintes premissas: aumento do custeio das IFES; aumento, em 50%, no número de matrículas nas IFES, com incremento anual de 10%; aumento na relação discente/docente de 9 para 1 para 15 para 1; extinção do quadro de professores substitutos; preenchimento das vagas ociosas na graduação; e recomposição do quadro de servidores técnico-administrativos, com base em 1996. Além disso, o protocolo destaca a necessidade de melhoria nas bibliotecas, atualização dos laboratórios de informática e ciências básicas, recuperação dos hospitais universitários e veterinários, criação de um fundo de infra-estrutura para as IFES e para a modernização da educação à distância. Infelizmente, os reitores esperaram quatro anos (1998 a 2002) e o protocolo não foi assinado.
A partir de 2003, considerando que a expansão das IFES era uma questão de sobrevivência para o sistema federal de ensino superior do país, dado o incremento assustador no número de instituições particulares, as IFES, de forma isolada, retomaram as negociações com a SESU.
Os projetos de criação de novos campi, aprovados pela SESU, foram engavetados no último mandato do Governo FHC. Na retomada pelo Governo Lula, de pronto, a SESU aprovou 7 (sete) novos campi. Em seguida, foram aprovados mais 12 (dose) e, por fim, chegou a aprovar um total de 48 (quarenta e oito). Entre os projetos em andamento e os que estão iniciando em 2007, já se fala em 79 novos campi. A maioria desses projetos foi aprovada por pressão parlamentar ou algo semelhante. Esta expansão, independentemente da forma, é salutar no tocante à expansão de vagas.
Como se vê, a partir de 2003, o projeto de expansão do sistema federal de ensino superior não teve a chancela da ANDIFES. Assim, urge, a partir deste momento, que a ANDIFES tenha uma proposta de expansão do sistema federal de ensino para o país. Isto se justifica, devido à pressão dos nossos parlamentares, e demais homens públicos das diversas regiões do país, pela continuidade da abertura de novos campi. A abertura de novos campi atende a demanda por formação profissional e científica, bem como as necessidades de desenvolvimento socioeconômico e sociocultural das diferentes microrregiões deste imenso país. O Governo Brasileiro já compreendeu a importância das IFES com o desenvolvimento do país e, agora, lança o Plano de Desenvolvimento da Educação, que contempla uma segunda fase de expansão para as IFES.
No período de 2003-2006 todas as regiões do país foram contempladas com novos campi. O Nordeste foi contemplado com 19 novos campi, mas apenas um Estado, o Rio Grande do Norte, ficou fora do processo. Os motivos que levaram o nosso Estado a não receber recursos do MEC são facilmente entendidos pelos homens públicos. Resta, agora, não lamentar o tempo perdido mas sim, apresentar ao MEC um plano para a ampliação territorial da Universidade Pública Federal no Estado do Rio Grande do Norte, contemplando regiões tradicionalmente excluídas do desenvolvimento em Ciência, Tecnologia e Inovação, como é o caso do Sertão Central, Chapada do Apodi e do Alto Oeste.
A proposta de construção de três campi nestas regiões excluídas e esquecidas está sendo preparado pela Universidade do Semi-Árido e será entregue ao MEC nos próximos meses. Esperamos mais uma vez a sensibilização da Secretaria de Educação Superior do MEC com os problemas da educação do Semi-Árido.
Dentro da programação estabelecida pelo MEC, a pré-proposta será entregue pela UFERSA até o dia 27 de Agosto de 2007. O projeto foi acordado com a UFRN, a qual se responsabilizará para apresentar proposta de expansão para a região do Seridó e Trairi, ficando a UFERSA responsável pela expansão do Sertão Central ao Extremo do Estado (Alto Oeste).
O projeto da UFERSA apresentará as seguintes características:
- Criação de 06 novos cursos de graduação no Campus Central (Mossoró) e criação de um curso novo dentro do projeto Universidade Nova, denominado Bacharelado em Ciência e Tecnologia, o qual será oferecido em três turnos no Campus Central e nos novos campi.
-O curso terá duração de três anos, formando um cidadão Bacharel em Ciência e Tecnologia. No final do terceiro ano, o estudante poderá fazer a opção por um dos cursos de Engenharia da UFERSA. Neste caso, o estudante deslocar-se-á para o Campus Central e estudará mais dois anos, saindo com o título de Engenheiro, conforme a sua escolha. Haverá a opção também do estudante fazer, ao final do terceiro ano, a escolha por licenciatura em Química, Física, Biologia ou Matemática. Neste caso, ele cursará a licenciatura no Campus de origem, não havendo a necessidade de se deslocar para o Campus Central.
- O número de vagas em cada campus será de 300, com a expectativa de que 10% sejam de evasão, 30% conclua o Bacharelado em Ciência e Tecnologia, 30% conclusa umas das Engenharias do Campus Central e 30% faça a opção por licenciatura.
- A UFERSA contratará docentes (em média 50 para cada Campus) e técnicos-administrativos (50 para cada campus) com alocação exclusiva, conforme Edital de Concurso Público. Não será permitida o deslocamento de docentes entre os Campi.
-Os projetos de construção dos Campi serão idênticos para as três micro-regiões conforme Tabela abaixo:

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

REVISTA AGRONORDESTE

O Semi-árido precisa urgentemente de um veículo de comunicação voltado para a divulgação das principais inovações tecnológicas do negócio rural do RN. Tentativas neste sentido surgiram, mas não foram a frente. A mais recente foi a Revista Agronordeste. Na primeira edição da Agronordeste, fizemos um texto, o qual está sintetizado abaixo:

“De acordo com os estudos do Ministério da Integração Nacional, o Semi-Árido Brasileiro é caracterizado pelos seguintes critérios técnicos: precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 milímetros; índice de aridez até 0,5, calculado pelo balanço hídrico que relaciona as precipitações e a evapotranspiração potencial, no período entre 1961 e 1990; e risco de seca maior que 60%, tomando-se por base o período entre 1970 e 1990.
A área classificada oficialmente como Semi-Árido Brasileiro é 969.589,4km2, abrangendo 1.133 municípios. No site do Ministério da Integração Nacional há vários documentos evidenciando o seu compromisso com o desenvolvimento desta sub-região, tanto no que se refere à ativação de seu potencial endógeno de crescimento econômico, quanto no sentido da diminuição das desigualdades inter-regionais vigentes no país.
Mas esta sub-região não é árida apenas de chuva, e o risco de continuar subdesenvolvida pelos próximos 100 anos pode ser maior do que o risco da seca. O Semi-Árido é também árido de recursos humanos capacitados para a produção de ciência, tecnologia e inovação, e, se continuar dessa forma, corre o risco de se tornar muito mais árido nas suas perspectivas de crescimento.
Dentre os insumos essenciais para o desenvolvimento de qualquer região, o acesso à informação é um fator essencial.
Nesse sentido, a cidade de Mossoró mais uma vez sai na frente com o lançamento da revista Agronordeste. Esta Revista preenche uma importante lacuna no tocante à falta de informações geradas pelas instituições públicas e privadas que podem ser disponibilizadas para a população rural do Semi-árido e do Nordeste como um todo, independente de ser um técnico que trabalha numa área de assentamento ou um grande empresário da Agricultura Irrigada.
A revista Agronordeste pode contribuir para o desenvolvimento do Nordeste, sendo um importante canal de comunicação dos pesquisadores dos institutos de pesquisa e das universidades públicas com os técnicos e os micro, pequenos, médios e grandes empresários do negócio rural do Nordeste. A Revista pode também levar à informação aos mais longíquos recantos desta região. A Revista abordará, entre outras temas, os seguintes:
1. Agricultura Irrigada em micro-regiões potenciais, com ênfase nas principais culturas voltadas para os mercados regional, nacional e de exportação, notadamente Europa, Mercosul e Estados Unidos. Estima-se que, pelo menos, 30 culturas serão objeto de divulgação da Revista. As principais fruteiras irrigadas do Semi-árido, indo desde o Norte de Minas Gerais até o Piauí serão destacadas, em quase todas as edições;
2. Agricultura familiar irrigada, com destaque para os distritos irrigados;
3. Agricultura de sequeiro
4. Agricutura nas áreas de assentamento, dando ênfase no apoio público e privado para o desenvolvimento das áreas alocadas para a política do setor;
5. Produção Animal praticada por pequenos, médios e grandes empresários rurais, com destaque para a bovinocultura de corte e de leite, caprinovinocultura, avicultura, apicultura, aqüicultura, entre outros setores.
6. Bioenergia - voltada para culturas potenciais como mamona, soja, algodão, dendê, girassol e pinhão manso;
7. Desenvolvimento sustentável do Semi-árido;
8. Bacias hidrográficas e o impacto no desenvolvimento das mciro-regiões;
9. Formas alternativas de armazenamento de água no Semi-árido;
10. Impactos do uso da água e do solo com fins agrícolas;
11. Expansão territorial da agricultura irrigada no Nordeste;
12. Empreendedorismo Rural, Turismo Rural, entre outros assuntos”.

domingo, 26 de outubro de 2008

MUDANÇA NA SEDEC

Após as eleições municipais, a Governadora Wilma de Faria iniciou o processo de mudança de assessores. O primeiro a deixar o cargo foi o Engenheiro Marcelo Rosado. Quando Marcelo Rosado assumiu a SEDEC, nós colocamos na coluna negócio rural a seguinte observação:
“Ao assumir a SEDEC, Marcelo Rosado - ex-docente da Universidade Federal Rural do Semi-árido (quando ESAM) precisa olhar com uma lupa para a FAPERN (Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte) e para a sua relação com o CNPq. A FAPERN tem procurado atender às reivindicações dos produtores ligados à agricultura irrigada do RN, através da alocação de mais pesquisadores com bolsas DCR (Desenvolvimento Científico Regional) e recursos para os primeiros projetos (apoio a jovens doutores). Até o momento, mesmo com todas as dificuldades de repasse de recursos pelo Governo Estadual, a FAPERN tem priorizado o interior do Estado na distribuição de quotas de bolsas de pesquisa. O novo secretário precisa também olhar, em detalhes, para o CONECIT (Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia)”.