sexta-feira, 3 de junho de 2011

Convênios vão permitir a expansão da raça Soinga no Estado


Ao assinar convênios no âmbito da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), com a Associação dos Criadores de Ovinos Soinga do Brasil (Acosb), o secretário da pasta, Betinho Rosado, ressaltou a importância não apenas do ato atendo-se a parte técnica como primoridial para o crescimento da raça Soinga a nível de Rio Grande do Norte e, posteriormente, no Brasil.


Betinho Rosado fez questão de ressaltar que, a depender do Governo Rosalba Ciarlini, todo “apoio será dado como forma de fomentar o crescimento da raça por se tratar de uma raça que pode representar muito para a agropecuária do Estado”.

Por seu turno, Betinho ainda observou que será necessário sugerir a Universidade Federal do Semi-árido (Ufersa), no sentido de “ampliar os estudos a serem realizados pela Sape através dos seus técnicos eu serão colocados a disposição para o estudo técnico, ofertando aos integrantes dessa universidade a idéia de que poderão ser feitos trabalhos científico a partir de monografias e, até mesmo, a nível de pós-graduação como forma de contribuir para o esse melhoramento”.

Para que se tenha uma idéia de como começou o trabalho que culminou cm a criação dessa raça foi necessário que o produtor rural e médico veterinário, José Paz de Melo, iniciasse em sua fazenda no Vale do Pajeú pernambucano, o desenvolvimento de uma raça a raça que no seu desenvolvimento fosse possível observar algumas características necessária ao desenvolvimento numa região como a caatinga nordestina.

Essa raça que foi iniciada a partir de alguns cruzamentos que gerou a raça Ingazeira, assim denominada para homenagear a cidade de José Paz, em Pernambuco, “mas eu observei que ainda não era o ideal”.
Daí, o prosseguimento do estudo foi a junção de mais uma raça, a Somalis brasileria, que se chegou ao Soinga. “Mesmo desenvolvida em Pernambuco, foi no Rio Grande do Norte onde esse ovino encontrou um grupo de criadores que se interessou em buscar na raça ovina recém nascida, disposto a investir na criação desse animal e manter a sua genética.

No momento, a raça já tem um rebanho de cerca de 10 mil cabeças e começa a ser conhecida no Brasil a partir da participação desses criadores na Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco) que é realizada anualmente em São Paulo e vem a ser a maior feira internacional indoor.

De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Ovino Soinga do Brasil (Acosb), Diel Figueiredo, sabe-se que numa raça ou tipo em que se busque qualidade de carne, são necessários alguns fatores fundamentais como fertilidade, rusticidade, prolificidade e cobertura uniforme de musculatura, principalmente na região dorso-lombar e de pernil.

Ele observa que a raça Soinga já apresenta bons resultados para os fatores descritos na produção de carne de qualidade, por essa razão, é que estamos iniciando um trabalho direcionado para introduzir cobertura muscular mais fortemente na região traseira do Soinga, uma vez identificado este ponto de não excelência na raça, ao se concretizar esse segmento,
teremos uma raça deslanada para produzir carne de qualidade, não somente para os parâmetros regionais, mas também nacionalmente e internacionalmente,
concorrendo com qualquer outra carne da espécie ovina.

E continua ressaltando que, no momento em caráter regional, o Soinga é a raça que produz a melhor carne. No entanto, precisamos estar atentos ao futuro, quando o assunto é alimento de qualidade, porque o mercado torna-se cada vez mais exigente, daí a necessidade de produzir carne de qualidade tanto no aspecto de saúde como do sabor.
Em seguida, Diel Figueredo diz que “não podemos permitir que a raça Soinga perca suas características no cruzamento, o que estamos procurando é introduzir no Soinga, um culote e um quarto traseiro mais volumoso. Os trabalhos de cruzamento se darão com o objetivo de conseguir que os animais Soinga do futuro apresentem o volume de traseiro que desejamos sem perder os outros fatores positivos já existentes na raça”.

José Paz de Melo diz que as raças ingressantes nos cruzamentos foram a Poll-Dorset que tem melhor conformação geral, melhor prolificidade, habilidade materna e qualidade da carne; a Texel onde se encontra Melhor conformidade geral e de posterior o que possibilita melhor convexidade de carcaça; a IIle de France que proporciona melhor ossatura além da Lacoune que tem habilidade materna o que possibilita uma melhor produção de leite.

Para dar continuidade a todo o trabalho desenvolvido até agora é preciso a participação de parceiros no projeto e é isso que está sendo feito a partir da assinatura de convênio de cooperação técnica com algumas entidades e órgãos públicos.

Para isso a Acosb está contando com a participação da UFRN, SAPE, FAZENDA RONDON E A EDITORA TROPICAL, com intuito de desenvolver um projeto inovador no Brasil e no mundo denominado, CCCI, Carneiro da Caatinga com Carcaça Internacional.

O convenio assinado entre ACOSB, Secretaria da Agricultura, da Pecuária e daPesca (Sape) e suas vinculadas vai possibilitar a implantação do Programa de Fomento da Raça Soinga no Estado do Rio Grande do Norte, alem de apoiar e viabilizar com suas vinculadas a continuidade do programa exigido pelo Ministério da Agricultura e da Associação Nacional dos Criadores de Ovino (Arco), que iniciado em 2010, a partir de visitas e assistência técnica mensal aos associados da ACOSB, que esta Identificando, catalogando e registrando o rebanho Soinga no Brasil.

Um outro item do convênio foi firmado entre ACOSB, SAPE e Universidade Federal do Semi-árido (Ufersa), para implantação do Programa de Melhoramento Genético, através de Escrituração Zootécnica que abrangerá todo rebanho ovino da raça Soinga no Brasil.

Um outro item diz respeito ao apoio e incentivos para implantação da Cooperativa dos Produtores de Ovinos Soinga, que será responsável pela compra garantida da produção e fará a comercialização da carne ovina oriunda dos sócios da ACOSB e cooperados.

Por Redação, com informações da Assecom/Acosb
http://www.nominuto.com/noticias/economia/convenios-vao-permitir-a-expansao-da-raca-soinga-no-estado/70848/

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Seminário discute recuperação de áreas degradadas no semiárido



A recuperação de áreas degradadas e incorporação de carbono na biomassa vegetal nativa e no solo do semiárido do Rio Grande do Norte é tema de um Seminário que acontece na próxima quarta-feira, 1º de junho, no Auditório do CTARN, a partir das 8h da manhã, no Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. A realização e uma ação conjunta da UFERSA e da Petrobras. A inscrição é gratuita e será realizada antes da abertura do evento.

O Seminário, aberto a toda comunidade acadêmica, faz parte do Projeto Caatinga de Combate à Desertificação, realizado pela UFERSA, com a parceria da Petrobras e da USP, e coordenado pelo Professor Doutor, Jéferson Dombroski.  A proposta é apresentar a comunidade os resultados obtidos com o Projeto bem como os novos caminhos que serão percorridos.

O Projeto Caatinga de Combate à Desertificação foi iniciado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido há dez anos, com a cooperação técnica com a JICA – Japan Internacional Cooperation Agency, organização interessada em desenvolver pesquisas na região do semiárido nordestino. A partir de 2009, o grupo de pesquisadores da UFERSA recebeu convite do Centro de Pesquisa da Petrobras – CENPE/PETROBRAS, para elaborar um projeto de recuperação de áreas degradadas da caatinga e de incorporação de carbono no solo e em biomassa florestal. O projeto foi efetivado em parceria com a USP. O Seminário irá apresentar os resultados obtidos, bem como os caminhos a ser percorridos daqui pra frente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Morada Nova em campanha para instalação do campus da UFERSA


Por Passos Jr

“O Vale necessita, Morada Nova merece”. Esse é o tema da campanha aberta nesta segunda-feira, 01/05, para mobilizar a classe política cearense e demais municípios do Vale do Jaguaribe para a instalação de um campus da Universidade Federal Rural do Semi-Árido naquela região. Atendendo o convite da Prefeitura de Morada Nova, o diretor da UFERSA Angicos, professor Edcarlos Alves, participou do ato público proferindo uma palestra sobre a experiência da UFERSA Angicos. 


Com plenário da Câmara Municipal José Leandro da Silva completamente lotado, o ato publicou mobilizou representação de todo o município. “Esse é um momento oportuno e positivo ao unir todos os segmentos da sociedade em prol da educação”, afirmou o professor Edcarlos Alves. Na sua explanação, utilizando multimídia, o diretor da UFERSA Angicos fez um verdadeiro passeio mostrando toda a infraestrutura do campus da Universidade do Semi-Árido da região do Sertão Central.

Segundo o professor Edcarlos Alves, a UFERSA Angicos conta atualmente com 781 estudantes matriculados e com uma equipe formada por 52 professores e 30 servidores técnico-administrativos. O campus oferece quatro cursos de graduação: Ciência e Tecnologia, Sistema de Informação, Computação e Matemática, além do curso de pós-graduação. 


Complementando a palestra do diretor do campus de Angicos, o professor Gleidson Marques, informou que apesar de possuir apenas três anos, a UFERSA Angicos já mudou a realidade do município. “Antes da instalação, o número de habitantes apresentava uma queda a cada censo, depois da UFERSA, o município registrou um aumento de 300 habitantes, passando de uma população de 11.300 para 11.600”, informou, tomando como dados o Censo 2010.

O professor disse ainda que a UFERSA Angicos desenvolve importantes ações e projetos, citando o Cajusol, o Conexões de Saberes, o Cessa, o PIBID e o Pet Conexões, que totalizam uma captação de recursos na ordem de R$ 3,5 milhões. Com relação às bolsas assistenciais e de monitoria direcionadas aos estudantes são mais R$ 100 mil por mês.  


ARGUMENTOS – Durante o ato público não faltaram argumentos para justificar a campanha em prol da instalação da UFERSA em Morada Nova. Para o professor cearense da UFERSA Angicos, Franciné Maia, o município além de dispor das necessidades sociais, possui também condições de infraestrutura para receber o campus da Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

Segundo o professor, o município é o mais viável em termos populacionais, econômicos e de educação. Com relação à infraestrutura, Franciné Maia afirma que Morada Nova está localizada no cinturão digital do sertão o que facilita a comunicação com o resto do mundo. “Todos os cabos de fibra óptica de Fortaleza passam pelo município tornando Morada Nova diferencial em se tratando de transmissão digital”, explicou o professor, o que em muito facilitará o ensino na modalidade à distância. 


Outro argumento é a disponibilidade hídrica da região no “eixão das águas” que vai da Barragem do Castanhão ao Porto do Pecém. O município também dispõe de uma área de 103 hectares para a construção do campus, além de possuir estrutura urbana para recebe a universidade. “Diariamente, mais de 500 estudantes são transportados para cursar o ensino superior em outras cidades”, informou. Outra justificativa é a localização do município na região central do Vale do Jaguaribe.

EXPERIÊNCIA – O prefeito de Angicos, Ronaldo Oliveira, também convidado para o ato público reforçou a importância da união política e da sociedade para a instalação da UFERSA em Morada Nova. “A educação não tem cores partidárias e não existe progresso sem a educação”, discursou o prefeito, enaltecendo a contribuição da Universidade do Semi-Árido no desenvolvimento de Angicos registrado nos últimos dois anos. 


 “O que depender da administração municipal tudo será feito para que Morada Nova seja contemplada com o campus da UFERSA”, discursou o prefeito anfitrião, Glauber Barbosa, adiantando que o principal trunfo para essa conquista é o argumento técnico. A campanha, o “Vale Necessita, Morada Nova merece”, já está sendo veiculada nas redes sociais e através de adesivos espalhados por toda a região.

Para o deputado estadual, delegado Cavalcante, também presente no ato público, o próximo passo agora é mostrar para os demais municípios do Vale do Jaguaribe esse potencial técnico existente em Morada Nova. “Vamos realizar uma maratona junto à bancada cearense para mais essa conquista que será do Vale do Jaguaribe”, reforçou.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aprovação da UFERSA Pau dos Ferros depende de força política



Os 33 prefeitos que compõem a região do Alto Oeste Potiguar devem se mobilizar para aprovação da UFERSA Pau dos Ferros. Apesar das obras de construção do novo campus da Universidade Federal Rural do Semi-Árido estarem em pleno andamento, falta ainda a aprovação do Ministério da Educação e Cultura a liberação das vagas para a realização de concurso público para professores e servidores técnico administrativos.

Na última sexta-feira, 15, o reitor da UFERSA professor Josivan Barbosa, esteve em Pau dos Ferros vistoriando o andamento das obras. Na ocasião, almoçou com os jornalistas da região do Alto Oeste para explicar a situação do novo campus. “Essa mobilização dos prefeitos deve ser feita com a proposta de unir a bancada federal no sentido de reivindicar em Brasília a aprovação dos concursos”, frisou o reitor.

O professor Josivan Barbosa explicou ainda que diferente da UFERSA Angicos e da UFERSA Caraúbas, que iniciaram as aulas sem possuir uma sede própria, a UFERSA Pau dos Ferros aconteceu o inverso. “Começamos construindo o campus, antes de termos os alunos e professores”, afirmou. O reitor salientou a importância do ato de autorização dos concursos pelo MEC para a UFERSA de Pau dos Ferros. “A sociedade da região deve reivindicar a adesão dos prefeitos para essa causa numa mobilização voltada para união dos parlamentares nessa questão de fundamental importância para o Alto Oeste Potiguar”, ratificou Josivan Barbosa.

A construção do campus da UFERSA Pau dos Ferros foi iniciada no dia 31 de janeiro com previsão de conclusão em 24 meses. Ao todo, estão trabalhando no canteiro de obras 80 operários. Ocupando uma área de 10 hectares, o campus tem a mesma estrutura da UFERSA Angicos. Segundo o reitor, inicialmente, quando entrar em funcionamento oferecerá 1.200 vagas no curso Bacharelado em Ciência e Tecnologia, beneficiando os jovens do alto sertão do Rio Grande do Norte, do Ceará e da Paraíba.

Aquicultores de Apodi inovam comercializando tilápia viva


Consumir o peixe fresco sem nenhuma dúvida sobre a sua procedência e estado de conservação. Essa é apenas uma das vantagens da comercialização da tilápia viva iniciada nesta quarta-feira, 20, no Mercado Público de Apodi. A iniciativa é da Associação dos Aquicultores do Apodi – AQUAPO, empresa incubada pela IAGRAM, a Incubadora do Agronegócio de Mossoró, mantida pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

“Estamos dando apoio a AQUAPO no que se refere à gestão administrativa empresarial como forma de consolidar as ações da Associação com a expansão da sua produção e beneficiamento da tilápia”, afirma o gerente da IAGRAM, Giorgio Mendes. A Incubadora acredita no potencial da AQUAPO para consolidar a sua marca no mercado ao oferecer um produto mais barato e de qualidade.


A AQUAPO, que é formada por 11 piscicultores, está inovando com essa nova forma de comercializar a tilápia. No primeiro dia, em menos de 30 minutos, foram vendidos 200 kg do pescado. “Estamos divulgando o Kit Feira para Peixe Vivo que foi doado pelo Ministério da Pesca para a nossa Associação”, explicou Geraldo Neto, um dos sócios da AQUAPO. Quem conseguiu comprar a tilápia pagou o preço de R$ 6,00 o kg. Geraldo adiantou que a ideia é passar a vender o peixe vivo na feira de Apodi sem intermediário.

“Peixe muito bom, bem novinho e de excelente qualidade”, opinou o consumidor Marcio Luiz Cordeiro, ao elogiar a iniciativa da AQUAPO. Outro morador de Apodi, Eisenhower Noronha Correia também aprovou a iniciativa. “Acho viável. O momento é oportuno para esse tipo de iniciativa”. A opinião é de Eisenhower Noronha acrescentando que o consumo de peixe deve ser incentivado uma vez que a região de Apodi tem grande potencial para a produção da tilápia em cativeiro. “O peixe é um alimento rico em ômega três e a população deveria introduzir a tilápia no cardápio pelo menos uma vez por semana”, aconselhou. 


Atualmente, a maior parte da produção da AQUAPO é direcionada para a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, que adquiri os 2.500 kg de tilápia, produzidos pela Associação e distribui gratuitamente para cerca de 1.100 famílias do município. A produção mensal da AQUAPO chega a 3 mil kg. A Associação dos Aquicultores do Apodi conta com o apoio da Emparn e da Secretaria de Agricultura e Pesca – SAP.

A AQUAPO faz parte do Projeto de Produção de Tilápia em Gaiola, mantida pela Emparn, possibilitando a capacitação dos associados com treinamento técnico e gerencial. “A meta é a viabilização da piscicultura de forma contínua, a expansão da atividade e o fortalecimento da economia local”, informou o bolsista, Rafson Sousa. O Projeto, que tem financiamento do CNPq, é coordenado pela engenheira de pesca, Ana Célia Araújo Barbosa, da Emparn.


Além da capacitação técnica, os aquicultores recebem todo o apoio logístico para a produção da tilápia em tanque de rede. O Projeto abrange toda a Região do Sertão do Apodi que inclui 17 municípios. Ao todo, são 70 gaiolas de um convênio com a Emparn/SAP e outras 110 estão sendo viabilizadas num projeto firmando em parceria com o DNOCS. Ainda dentro da parceria com a Emparn, a AQUAPO dispõe de uma unidade de beneficiamento, uma plataforma de despesca e um caminhão frigorífico.

Além do Ministério da Pesca e Aquicultura, a AQUAPO conta com um conjunto das ações desenvolvidas pela Emparn, Prefeitura do Apodi, Sebrae, Conab, IAGRAM, IF-Apodi e a Cooperativa de Pescadores e Aquicultores da Região do Sertão do Apodi.




Manual orienta sobre recuperação da Caatinga

A Embrapa Agrobiologia lançou o “Manual para recuperação de áreas degradadas por extração de piçarra na Caatinga”. A publicação apresenta os principais resultados práticos do projeto pioneiro, realizado nos últimos quatro anos, em parceria com a Petrobras UO-RNCE (Unidade Operacional - Rio Grande do Norte e Ceará) e a Universidade Federal Rural do Semiárido para revegetação destas áreas no Rio Grande do Norte. O projeto utilizou como base a tecnologia de recuperação de solos degradados, já desenvolvida pela Embrapa e aplicada com sucesso em outras regiões do país.

Dividido em quatro capítulos, o manual, inédito, pretende ser um balizador para a recuperação de áreas degradadas na Caatinga. O primeiro capítulo faz uma abordagem sobre os principais aspectos geofisiográficos deste bioma e sua degradação. O segundo aborda, em detalhes, todo o processo de produção de mudas de espécies florestais com potencial de uso na revegetação dessas áreas. Na sequência, são abordados aspectos práticos para a recuperação de jazidas de extração de piçarra, incluindo o ordenamento e a preparação da área, a aplicação de solo superficial e o plantio de mudas.

No quarto e último capitulo, são relatados os principais resultados de um estudo piloto que avaliou, em seis jazidas de piçarra com características distintas, a adaptação e o desenvolvimento de diferentes espécies arbóreas, assim como a adequação da aplicação de solo superficial como possível acelerador do processo de recuperação ambiental dessas áreas.

A equipe responsável pelo projeto acredita que serão necessários estudos adicionais para aperfeiçoamento da tecnologia, como, por exemplo, a seleção de novas espécies vegetais. Mas por outro lado, há um consenso de que, com o nível de conhecimento atual, já é possível recuperar essas áreas de extração de piçarra na Caatinga com espécies predominantemente nativas da flora desse bioma.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Caatinga apresenta uma das maiores áreas sujeitas a desertificação no Brasil. Esse bioma tem perdido suas características devido ao uso irracional das atividades socioeconômicas, que vão desde a exploração de madeira para combustível até a substituição da vegetação nativa por práticas agrícolas inapropriadas.

Por Ana Lucia Ferreira
Fonte: Embrapa Agrobiologia

ENTREVISTA: Professor Josivan Barbosa, Reitor da UFERSA


No próximo dia 13 de maio é comemorado o Dia do Zootecnista. Aproveitando a data, o reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido falo sobre o curso de Zootecnia da UFERSA.


1 - Como você avalia o curso de Zootecnia hoje na UFERSA?

O curso de Zootecnia da UFERSA é um dos melhores do Norte e Nordeste. Possui um quadro de docentes altamente qualificado junto à CAPES e ao CNPq e também junto à FINEP. Prova disto é que os seus docentes implantaram nos últimos anos dois cursos de mestrado e um de doutorado. Além disso, os docentes de zootecnia têm aprovado importantes projetos de pesquisa, cujos recursos estão servindo para a construção de complexos de laboratórios para aproveitamento pelos discentes em programas de iniciação à pesquisa. Um bom exemplo é o que apresentamos abaixo:
§        Construção do Centro de Laboratórios Integrados em Ciência Animal e Recursos Hídricos do Semiárido (CI – UFERSA);
·        A construção do edifício foi iniciada na primeira semana de julho -2008.
·        O CI – UFERSA será integrado pelos seguintes laboratórios:
1.     Laboratório de Biometeorologia e Bem Estar Animal
2.     Laboratório de Conservação de Germoplasma Animal
3.     Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal
4.     Laboratório de Limnologia e Qualidade de Água
5.     Laboratório de Biometria e Triagem
6.     Laboratório de Sanidade Aquática
·        O CI – UFERSA contará também com um miniauditório;
·        A obra foi concluída em dezembro de 2009.

2 - No ano de 2003 foi implantado o Curso de Zootecnia aqui na UFERSA, quais foram os desafios (se existiu) e os objetivos concretizados para sua aprovação?

O curso de Zootecnia foi um dos dois cursos que colocamos para funcionar no início de 2004. Naquela oportunidade já havíamos ultrapassado as dificuldades da divisão dos departamentos, quando tomamos a decisão de criar o departamento de Ciência Animal a partir da fusão dos antigos departamentos de zootecnia e departamento de Medicina Veterinária. Esta fusão trouxe muitos benefícios. Os docentes passaram a trabalhar mais integrados com a problemática regional e como fruto direto da fusão tivemos a implantação das pós-graduação em Ciência Animal e em Produção Animal.

3 - Para você, como Reitor, qual o significado da Zootecnia na UFERSA para Mossoró e região?

O curso de Zootecnia responde pelas principais demandas do setor produtivo regional. Aos poucos o curso assume importância em todo o Semiárido com a formação de zootecnistas capazes de desenvolver tecnologia sustentável para as principais micro-regiões de atuação da UFERSA tais como: bovinocultura de leite no  sertão central do Ceará e no Seridó do Rio Grande do Norte, caprinovinocultura no Sertão Central do RN e na Chapada do Apodi, bovino de leite e de corte na região do Agreste do RN e apicultura em praticamente todo o Semiárido, além de outras cadeias produtivas que estão despontando na região de atuação da UFERSA.

4 - Considerações finais, mandar uma mensagem para os alunos presentes na disciplina e os alunos de Zootecnia, pelo seu dia, 13 de maio?

DESEJO A TODOS OS QUE FAZEM A ZOOTECNIA DA UFERSA UM FELIZ DIA DO ZOOTECNISTA. CONTEM SEMPRE COM O APOIO DA REITORIA PARA O DESENVOLVIMENTO E A CONSOLIDAÇÃO DAS AÇÕES DE PESQUISA, ENSINO, EXTENSÃO E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO QUE FARÃO DA ZOOTECNIA UM IMPORTANTE CAMPO DE TRABALHO NO SEMIÁRIDO.