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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

EDUCAÇÃO SUPERIOR EM LULA vs FHC: A PROVA DOS NÚMEROS

Um jornalista escreveu em seu blog, auto-apresentado como um dos mais acessados do Brasil: “Provei com números que o que ele [o Governo Lula] fez mesmo foi aumentar o cabide de empregos nas universidades federais, aumentar a evasão e o número de vagas ociosas.”
Fiquei muito interessado no tema, por dois motivos: Primeiro, porque fui Reitor de uma universidade federal durante quatro meses no governo FHC e quase todo o tempo do Governo Lula, o que me permite a rara situação de, na condição de gestor público, poder comparar os distintos cenários de política de educação superior. Segundo, porque minha área de pesquisa é a Epidemiologia. Nessa condição, trabalho com modelagem numérica e técnicas quantitativas de análise, num campo onde exercitamos uma quase obsessiva busca de rigor, validade e credibilidade. Isto porque uma eventual contrafação ou fraude estatística pode custar vidas, produzir riscos ou aumentar sofrimentos.
Assim, procurei, no blog do jornalista, a prova dos números. Encontrei, numa postagem de 24/08/2010 – arrogantemente intitulada “A fabulosa farsa de ‘Lula, o maior criador de universidades do mundo’. Ou: desmonto com números essa mentira” – três blocos de questões: aumento de vagas e matrículas; evasão na educação superior; empreguismo na rede federal de ensino. Analisarei cada uma delas, demonstrando que essas “provas de números” são refutadas em qualquer exame sério de validade técnica ou metodológica.
No primeiro bloco, referente a aumento de vagas e matrículas, achei as seguintes afirmações: “A taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 - seis anos de mandato de Lula. [...] Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008).”
Aqui o jornalista comete erros primários (ou de má-fé) de análise de dados. Qualquer iniciante em análise estatística, demográfica ou educacional sabe que não faz sentido comparar um período de oito anos com outro de seis anos, ou este com outro de quatro anos; mais ainda se usarmos médias aritméticas ou números brutos; e pior ainda se considerarmos (como ele bem sabe) que o principal programa de expansão das universidades federais, o REUNI, começa a receber alunos justamente depois de 2008.
Além disso, usa dados errados. Eis os dados corretos de matrículas nas IFES:
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
502.960
531.634
567.850
574.584
579.587
589.821
653.022
720.317
917.242
1.010.491
(fonte: INEP e ANDIFES)
Não precisamos questionar os indicadores do governo FHC; consideremos a credibilidade destes como de responsabilidade do jornalista. Mas, com os dados da pequena tabela acima, podemos demonstrar que, considerando todo o período do governo Lula, o volume total de matrículas nas federais aumentou 90,1%. Portanto, a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais, entre 2003 e 2010, não foi de 3,2% e sim de 11% ao ano.
Também, no que concerne à segunda afirmação, em seis anos de governo Lula (2003 a 2008), de fato ocorreram 188.683 novas matrículas nas universidades federais, e não, como afirma o jornalista, apenas 76.000 (aliás, números redondos são em geral suspeitos: sugerem ausência de fonte). Uma comparação tecnicamente mais correta será entre os dois segundos mandatos: entre 1998 e 2003, segundo mandato FHC, houve 158.461 novas matrículas; entre 2007 e 2010, segundo mandato Lula, foram exatas 478.857 novas matrículas registradas nas universidades federais. Ou seja, contrastando períodos equivalentes, o operário Lula abriu 200% mais vagas novas em universidades federais que o intelectual FHC.
No segundo bloco de questões levantadas pelo jornalista, o assunto era evasão na educação superior. Ele escreveu: “O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008. [...] A Universidade Federal do ABC perdeu 42% dos alunos entre 2006 e 2009.”
O jornalista confunde evasão com ociosidade. Aliás, não sei de onde ele tirou os dados que indicariam um aumento “brutal” de evasão nas universidades federais no governo Lula. Não tenho conhecimento de nenhuma base de dados que recolhe e computa informação sobre “vagas ociosas” que, a propósito, tem definições variadas e divergentes dentro da autonomia das diferentes instituições. Sobre trancamentos, desligamentos e afastamentos, novamente o jornalista comete erros primários (ou de má-fé) na análise de dados. Qualquer iniciante em análise estatística, demográfica ou educacional sabe que um aumento bruto de 44.023 para 57.802 afastamentos nada significa sem comparação das proporções relativas. Ocorreram mais afastamentos simplesmente porque o sistema recebeu mais matrículas, de 567 mil para 720 mil no período considerado. Usemos os percentuais respectivos: entre 2003 e 2008, a taxa de afastamentos passa de 7,7% para 8,0%, uma variação insignificante. Onde está o “salto”?
O estudo mais abrangente sobre o tema evasão na educação superior no Brasil foi realizado pelo Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia. De acordo com essa pesquisa (Silva Filho et al 2007), a evasão anual média do Brasil, entre 2000 e 2005, foi de 22%. Essa taxa foi mais de duas vezes menor nas instituições públicas, em torno dos 12%, que nas instituições privadas, quase 26%. No que se refere às áreas, a maior evasão média anual ocorreu na formação em Serviços, com 29%; seguida por Ciências Naturais, Matemática e Computação, 28%, e Ciências Sociais, Negócios e Direito, 25%. A menor evasão foi em Ciências da Vida, com 17%. Os cursos com maiores taxas anuais de evasão foram: Matemática, 44%, Marketing e Publicidade, 36%, Educação Física, 34%. Os cursos com menores taxas foram Medicina, com 5% e Odontologia, 9%. Notem que essas são taxas médias anuais.
Outra coisa são as estimativas de evasão no tempo do curso, ou seja, complemento matemático da taxa de sucesso. Estudo da USP (2004) avaliou que apenas 32% de seus alunos concluíram o curso no tempo previsto. Os restantes retardaram, mudaram ou desistiram do curso, nesse caso configurando uma taxa bruta de evasão que, no Brasil, entre 2000 e 2006, situou-se em 49%. Esse indicador é mais difícil de calcular e comparar, dada a diversidade na duração mínima dos cursos (no Brasil, de dois a seis anos), e na própria arquitetura curricular, muito distinta entre os diferentes modelos de universidade. Não obstante, para efeito limitado de comparação internacional, alguns dados da Unesco, no período de 2002 a 2006, mostram o Brasil numa situação intermediária: Coréia do Sul 22%, Cuba 25%, Alemanha 30%, México 31%, EUA 34%, França 41%, Brasil 49%, Colômbia 51%, Suécia 52%, Venezuela 52%, Itália 58%.
Com esses dados, analisemos a situação da UFABC, precursora do REUNI e, talvez por isso, posta no pelourinho. O jornalista e, em certo momento, a imprensa paulista, consideraram alarmante uma evasão de 42% em quatro anos. Puro desconhecimento do assunto. Se ajustarmos essa medida num parâmetro temporal preciso, encontraremos uma taxa anual de 11%, abaixo, portanto, da média nacional para instituições públicas e metade da taxa referente ao setor privado de ensino superior.
No terceiro bloco de questões, o jornalista denuncia a rede federal de ensino superior como “cabide de empregos”: “Também cresceu espetacularmente no governo Lula a máquina ‘companheira’. Eram 62 mil os professores das federais em 2008 - 35% a mais do que em 2002. O número de alunos cresceu apenas 21% no período. [...] No governo FHC, a relação aluno por docente passou de 8,2 para 11,9 em 2003. No governo Lula, caiu para 10,4 (2008). É uma relação escandalosa! Nas melhores universidades americanas, a relação é de, no mínimo, 16 alunos por professor. Lula transformou as universidades federais numa máquina de empreguismo.”
O jornalista insiste em parar o tempo em 2008, desconhecendo o efeito do REUNI. Nesse aspecto, o conjunto das universidade federais começou a fazer investimentos a partir de 2008 (e isso incluiu naturalmente contratação de docentes e funcionários) para dar conta do crescimento do alunado no ano seguinte. Já em 2008, foram realizados concursos públicos para mais de 6.000 professores e 4.000 funcionários, para receber os 196.725 alunos novos que entraram nas 56 universidades federais em 2009. Com a matrícula dos dois semestres deste ano de 2010, o sistema federal ultrapassou 13 alunos por docente, mantendo a razão 18 alunos/docente como meta pactuada do REUNI para 2012. De fato, enquanto o corpo docente da rede universitária federal aumentou 35% de 2002 a 2008 e crescerá em 50% até 2012, nesse período, o alunado triplicará.
Apenas como exemplo concreto, posso apresentar o caso da UFBA: neste ano, matriculando 34.516 alunos de graduação, nossa instituição alcançou 16,4 alunos/docente. Passamos de 55 cursos de graduação em 2002, para 113 cursos em 2010, com aumento de vagas de quase 120%. Em 2002, oferecíamos 40 vagas em 01 curso noturno; em 2010, são 2.610 vagas em 22 cursos noturnos. Em relação à pós-graduação, os patamares efetivamente alcançados são ainda mais expressivos, com aumento de 150% em vagas e matrículas, sendo mais de 300% no doutorado. Fizemos tudo isso com apenas 416 novos docentes contratados em três anos.
A prova dos números com dados completos, tanto no sentido temporal (quando inclui matrículas até 2010) quanto no sentido político (apesar de o jornalista insistir em esconder o sucesso do REUNI), destrói seus argumentos enganosos. Resta-lhe o exercício da retórica raivosa. Máquina de empreguismo? Cabide de empregos? Essas grosserias insultam a todos nós, dirigentes, professores, servidores e alunos de universidades federais que, com grande esforço, estamos tornando a educação superior pública brasileira flagrantemente mais eficiente, competente, socialmente responsável.
Tendencioso, mal-informado, sem competência técnica em análise elementar de dados, o jornalista não passa na prova de números que ele mesmo propõe. Ainda bem que ele foi reprovado pois, nos planos macroeconômico e político, uma contrafação ou fraude estatística pode reduzir investimentos, desviar prioridades, suspender programas de governo, fazer retroceder estratégias, destruir políticas e atrasar o desenvolvimento social e humano do país.

Naomar de Almeida Filho
Pesquisador I-A do CNPq
Reitor da Universidade Federal da Bahia no período 2002-2010
Professor Titular de Epidemiologia, Instituto de Saúde Coletiva e do Instituto Milton Santos de Humanidades, Artes e Ciências da UFBA

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Abertura da SBPC alerta para desigualdades regionais

A 62ª Reunião Regional da SBPC que acontece em Mossoró até sexta-feira, 16, reúne na Universidade Federal Rural do Semi-Árido e na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte mais de 2.500 participantes. A abertura aconteceu ontem à noite, 13, no Auditório do Expocenter, com a presença de membros da sociedade científica, além de estudantes e representantes da sociedade local e estadual. A reunião se propõe discutir nos próximos três dias a ciência e a tecnologia na região do semiárido.


“Como entidade madura, no auge dos seus 62 anos, a SBPC exerce um papel consciente em defesa do ensino e a pesquisa, tendo muitas conquistas na área da ciência e da tecnologia”, discursou o presidente Marco Antonio Raupp. A nova realidade da educação superior no Brasil foi outro ponto enfocado pelo professor Raupp. “Precisamos superar as desigualdades regionais provenientes de questões políticas”, afirmou.

O presidente da SBPC justificou realização da reunião regional em Mossoró como forma de estimular o estado, o município e a sociedade em geral para o combate e a superação das desigualdades ainda presentes nas regiões norte e nordeste. “A SBPC atua em prol da sobrevivência do sistema educacional de forma a superar as desigualdades regionais”, pontuou.

Para o reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, professor Josivan Barboza, a reunião da SBPC acontece numa realidade ainda muito desfavorável para os jovens que moram na região do semiárido brasileiro. “Para cada 100 jovens da região, apenas 2 conseguem ingressar no ensino superior”, justificou o reitor.

Ainda segundo o professor Josivan Barboza a reunião coincide com a falta de condições para o funcionamento das escolas públicas que, diretamente, afetam as perspectivas dos jovens para o ingresso ao ensino superior. Como exemplo dessa desigualdade, o reitor citou o exemplo de uma universidade no estado catarinense, criada recentemente com 1.200 professores, enquanto que o Campus da Universidade do Semi-Árido de Caraúbas, na região do médio oeste, começa com apenas 10 professores.

Aproveitando a oportunidade, o reitor da UFERSA Josivan Barboza, sugeriu a SBPC um discurso mais aprofundado sobre a difícil realidade dos jovens que vivem no semiárido nordestino. “Não adianta pensar em tecnologia, inovação e desenvolvimento se os nossos jovens do semiárido não almejam ingressar na universidade”, alertou o reitor.

“Sediar uma reunião preparatória para SBPC nacional é de grande importância para a cidade de Mossoró, principalmente, quando se propõe discutir a questão do semiárido, uma região que precisa estar atenta para as possibilidades e limitações”, afirmou o reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, professor Milton Marques. Na ocasião, parabenizou a escolha do tema e agradeceu o empenho dos inúmeros profissionais, da UERN e da UFERSA, envolvidos na organização da SBPC Mossoró. Após a sessão solene, o professor Roberto Germano da Costa, do Instituto Nacional do Semiárido, proferiu a conferência de abertura com o tema: Semiárido Brasileiro: O Paradigma das Oportunidades.

Semiárido precisa de oportunidades

Assumir a aridez da região é o grande desafio para mudar a realidade do semiárido brasileiro. A opinião é do professor Roberto Germano Costa, diretor do Instituto Nacional do Semiárido, durante a conferência de abertura da 62ª Reunião Regional da SBPC, ontem à noite, 13, no Expocenter. Para o professor, a região tem que sair do discurso da fragilidade regional para o das oportunidades. “Temos que quebrar o paradigma da miséria para o da promoção”, reforçou o professor durante a conferência Semiárido Brasileiro: O Paradigma das Oportunidades.

Segundo Roberto Germano, cerca de 23 milhões de pessoas vive na região do semiárido brasileiro, sendo a maior concentração no mundo, onde a aridez e a semiaridez atinge cerca de 20% do planeta. “A atividade do ecossistema mostra a prática de uma agricultura de alto risco”, frisou o professor. Para Roberto Germano, a ideia de que a miséria é resultante das situações climáticas é uma visão distorcida da realidade. “Temos que saber conviver com a realidade da região, reconhecer e explorar as suas potencialidades como o semiárido é”, alerta o professor.

Outro ponto abordado é transformar o discurso do semiárido em assunto de interesse nacional, perpassando pelas políticas públicas nas áreas social, cultural, econômica, política e ambiental, tendo como eixos principais a sustentabilidade econômica e ambiental, a redução das desigualdades sociais e promoção da educação. “O semiárido precisa descobrir o avanço do conhecimento e da inovação a partir de novas oportunidades”, afirmou, citando como exemplo a biotecnologia, a ciência, a tecnologia e o cultivo da lavoura xerófila.

Passos Jr
Assessor de Comunicação da UFERSA

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A EMBRAPA EM MOSSORÓ NO ANO DE 2006 E EM 2008

CENTRO DA EMBRAPA EM MOSSORÓ
Após um ano que as autoridades se reuniram na Fazenda Famosa para discutir a possível instalação em Mossoró de uma unidade da EMBRAPA, surge, oficialmente, o primeiro pesquisador. Trata-se do doutor Marcos Moreira, especialista em Fitossanidade. Ele chegará a Mossoró no próximo dia 26 de fevereiro. Naquela oportunidade a reunião foi uma iniciativa do COEX/Sindicato Rural de Mossoró e Baraúna. A participação dos produtores e de entidades ligadas ao negócio rural foi expressiva. Representou a EMBRAPA o Diretor Executivo Geraldo Eugênio, atendendo a uma reivindicação da Governadora Vilma de Faria em audiência com o presidente Sílvio Crestana. Estiveram presentes os chefes gerais da EMBRAPA Semi-Árido e da EMBRAPA Agroindústria Tropical. O compromisso da EMBRAPA era liberar 10 pesquisadores. A reunião mostrou que a luta iniciada em 2005 está apenas começando. A UFERSA está colocando à disposição destes pesquisadores que irão se instalar em Mossoró a sua infra-estrutura de laboratórios e salas de apoio.
As grandes preocupações dos produtores no momento são: mosca minadora que aumentou em mais de R$ 500 por hectare os custos de produção da cultura do melão, a adoção de um plano de adubação para a cultura do melão e a ameaça de perda de mercado por causa dos resíduos de agroquímicos e pelos altos custos da cultura, que passaram de 8000 reais por hectare para cerca de 15000 reais.
Atualmente a EMBRAPA se faz presente no RN através da EMPARN. A EMBRAPA possui 36 servidores lotados na EMPARN, dos quais 13 são pesquisadores. O Rio Grande do Norte é um dos seis estados da federação que não possui um centro nacional da EMBRAPA. A reitoria da UFERSA e a Diretoria da EMPARN estão defendendo o fortalecimento da EMPARN.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ENTREVISTA NO JORNAL TRIBUNA DO OESTE

ENTREVISTANDO...
Josivan Barbosa Por ISAIAS GARCIA
Foto MARCOS GARCIA
Quais as dificuldades enfrentadas
para transformar em Universidade
a Escola Superior de Agricultura
de Mossoró?
O projeto de transformação da ESAM
em UFERSA já contava com 13
anos de debate dentro da instituição
e nos gabinetes do Ministério da Educação.
A principal dificuldade ocorreu
quando o projeto foi reprovado pela
Casa Civil. Neste momento procuramos
a Governadora Wilma Maria de
Faria que prontamente falou com o
ministro José Dirceu e este interferiu
junto ao MEC para que fosse feita uma
nova exposição de motivos para o projeto
de transformação. Este foi, sem
dúvidas, o momento mais complicado
nos 18 meses que lutamos para
transformar a ESAM em UFERSA. No
total, percorremos mais de 30 mil quilômetros
de automóvel e fizemos cerca
de 2 viagens por mês para Brasília.
O que mudou com essa transformação?
A principal mudança veio com a
autonomia da Universidade para a criação
de novos cursos, o que não havia
no caso da ESAM. Sempre que a instituição
queria criar um novo curso
era obrigada a submetê-lo ao aval do
Ministério da Educação. A partir do
momento em que transformamos a
instituição em Universidade iniciamos
um processo corajoso e ousado de ampliação
do número de cursos.
Após passar de Escola para Universidade,
outros cursos foram criados.
Quantos são no total e quais são?
A UFERSA oferece 22 alternativas
de cursos para os jovens do Semi-árido.
Em 2003, quando ainda ESAM
eram oferecidos apenas dois cursos
(Agronomia e Medicina Veterinária).
Na área de Ciências Agrárias oferecemos
além de Agronomia e Medicina
Veterinária, os cursos de Zootecnia,
Engenharia Agrícola e Ambiental e Engenharia
de Pesca. Nas áreas de Engenharia
os jovens poderão optar por Engenharia
de Energia, Engenharia de Petróleo,
Engenharia de Produção, Engenharia
Química e Engenharia Mecânica
ou Engenharia Florestal. A partir
deste ano passamos a oferecer o
curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia
(curso novo e no formado do
projeto Universidade Nova). No Departamento
de Agrotecnologia e Ciências
Sociais oferecemos o curso de administração
e a partir do próximo vestibular
iremos oferecer o curso de Contabilidade.
No Departamento de Ciência
Animal vamos oferecer mais dois
cursos novos: Ecologia e Biotecnologia.
A UFERSA oferece também o curso
de Ciência da Computação.
Está em estudo a implantação de
outros cursos, entre eles Direito. Esse
curso será instalado em breve ou
ainda demora?
A UFERSA como qualquer outra
Universidade deste país não tem autonomia
para criar os cursos de Direito,
Medicina, Odontologia e Psicologia.
Mesmo assim, a nossa instituição
já venceu 4 fases de um total
de 5 para a implantação do curso de
Direito. A última fase é uma visita in
loco de consultores do INEP. Esperamos
sensibilizar o MEC para acelerar
esta fase. Conversei pessoalmente com
o Ministro Fernando Haddad e ele
mostrou-se muito receptivo, mesmo
porque o curso já recebeu o parecer
favorável da OAB Nacional. Não queremos
marcar uma data para início
do curso, porque depende desta fase,
mas nesta semana enviamos um assessor
ao MEC para tratar especialmente
deste problema.
Hoje, existe no Brasil uma proliferação
de cursos de Direito. Essa
constatação é preocupante, ou o senhor
acha normal?
Nós estamos criando um curso de
Direito numa Universidade Federal
que terá condições de contratar os melhores
profissionais da área que têm
vocação pela licenciatura. O curso de
Direito da UFERSA não vai competir
com os demais cursos. Vamos nos
unir com a UERN e complementar
as áreas que são deficientes na nossa
região, como Direito Internacional,
Direito Mineral, Direito Agrário, Direito
Digital, Direito Administrativo
entre outras áreas. Dessa forma as duas
IES poderão, num prazo mais curto,
implantar um curso de mestrado
em Direito, o qual não tem na região
Semi-árida do Rio Grande do Norte e
circunvizinhas.
Quantos professores formam o
corpo docente da Ufersa?
A UFERSA possui no seu quadro
160 docentes, dos quais 128 são efetivos.
Estamos com liberação para contratação
de mais 151 professores nos
próximos meses. Esse número é muito
pequeno se levarmos em consideração
a missão da UFERSA diante do
desenvolvimento do Semi-árido. Mas,
não há uma luta maior para um dirigente
de uma Universidade Federal
do que a disputa pela alocação de vagas
pelo MEC. Pedimos ao ministro
Fernando Haddad uma liberação de
vagas diferencial para o Semi-árido.
Ainda há uma grande resistência para
esta proposta por parte das grandes
IFES, mas acreditamos que vamos
conseguir avançar com esta proposta.
Qual o conceito que a Ufersa detém
hoje?
A UFERSA recebeu o conceito 3
(regular). O conceito foi recebido pela
comunidade acadêmica como normal,
pois a nossa instituição tem apenas
três anos de existência como Universidade.
Esse conceito representa
uma instituição que está em construção
e é essa a nossa realidade. A UFERSA
está construindo os principais equipamentos
necessários para o funcionamento
de uma instituição de ensino
superior de qualidade.
O senhor enfrentou problemas,
durante, e após sua campanha para
reitor da instituição. O que de fato
aconteceu?
A minha posse com reitor da
UFERSA sofreu um atraso em função
de um problema meramente burocrático.
O normal era que a o Decreto
Presidencial de nomeação do
reitor tivesse sido novamente publicado
no Diário Oficial da União e se
estabelecesse uma nova data para a posse
do reitor eleito pelos três segmentos
da Universidade. Infelizmente, a
oposição dentro da UFERSA solicitou
à Justiça Federal que o segundo lugar
da lista fosse conduzido ao primeiro
da lista e retirasse da lista o reitor eleito
pela comunidade. Esse foi mais um
momento triste na história da democracia
interna desta instituição. Com
esta atitude, percebemos que os nossos
colegas opositores têm apenas sede
de poder. As instituições estão mudando.
A cada dia uma pessoa que
tem serviço prestado adquire mais respeito
da comunidade interna. Na
UFERSA isto já é uma realidade. E eu
sinto-me muito orgulhoso de ter contribuído
para este avanço, juntamente
com os dirigentes que me antecederam.
A Ufersa vai implantar um campus
fora de Mossoró, qual a expectativa
do senhor nesse setor de expansão?
A UFERSA Angicos já é uma realidade.
Isto foi assumido pelo ministro
Fernando Haddad na sua visita a
Mossoró. Vamos abrir vestibular no
próximo mês, com a certeza de que
teremos oportunidades para 300 jovens
do Sertão Central ingressar anualmente
numa Universidade Federal de
qualidade. Ao mesmo tempo estamos
tomando todas as providências para
preparar o processo licitatório para a
construção do Campus. A expectativa
é de atender a 32 municípios que
estão na região do Sertão Central e
no entorno. Vamos contratar 60 professores
e 35 servidores técnico-administrativos.
Esperamos que Angicos
tenha duas histórias: uma antes e outra
depois da UFERSA Angicos.
Quanto será investido nesse campus?
O projeto completo de infraestrutura
da UFERSA Angicos está estimado
em 14 milhões de reais, sem contar
com o terreno que está sendo repassado
pelo patrimônio da União
oriundo do Ministério da Educação.
É uma área de 160 hectares localizada
na região urbana da cidade. Esperamos
que a UFERSA Angicos seja um modelo
de Campus universitário para o
resto do Semi-árido.
O Presidente da República Luiz
Inácio Lula da Silva, esteve recentemente
em Mossoró inaugurando a
Ufersa. O que o senhor conversou
com ele, no que se refere a reivindicações?
O pedido que fiz ao presidente está
contido no meu discurso e não poderia
ser outro, senão uma alocação diferencial
de vagas de docentes para o
Semi-árido. Tenho dito que se continuarmos
alocando docentes na mesma
proporção que alocamos para as
regiões ricas (Sudeste e Sul) levaremos
mais 50 anos e a realidade do Semiárido
não mudará. Basta entender que
as três IES públicas do RN juntas já
se aproximam de 140 anos de existência
e mesmo assim, temos muitos municípios
onde o jovem não tem acesso
ao ensino superior público de qualidade,
como exemplo, podemos citar
o município de Angicos, onde apenas
2 jovens para cada 100 têm acesso
ao ensino superior.
A Ufersa enfrenta algum problema
na atualidade?
A UFERSA é uma instituição em
construção e como tal enfrenta inúmeros
problemas. O maior é a infraestrutura
do Campus que está sendo
recuperada e em construção. Mas nenhum
outro problema é maior do que
a falta de docentes para podermos ampliar
a oferta de vagas para os jovens
do Semi-árido.
Algumas criticas surgiram durante
a estada de Lula em Mossoró, entre
elas a de que ele esteve na Ufersa
apenas para inaugurar um muro.
Como o senhor recebeu essa critica?
A imprensa de Mossoró sabe que
há pelo menos 42 obras dentro da
UFERSA concluídas ou em andamento.
A comunidade ufersiana sabe que
em nenhum momento da instituição
avançou-se tanto em tão pouco tempo.
O dirigente que mais construiu
na UFERSA num mandado foi o prof.
Pedro Fernandes Pereira em meados
da década de 80. Nós estamos construindo
pelos menos três vezes mais e
vamos construir mais. Desencadeamos
um processo de busca de recursos que
estava latente e de agora não tem mais
volta. É um processo contínuo e quanto
mais unida estiver a comunidade
acadêmica em torno deste projeto,
mais célere será a elaboração dos projetos
e a liberação dos recursos. Como
gestor, sou apenas um catalisador
do processo, mas os docentes e os técnicos-
administrativos são os grandes
atores para a busca de recursos.
A Ufersa tem algum programa
de assistência ao aluno carente?
A UFERSA tem uma série de programas
de apoio ao discente. O principal
dele é o programa bolsa atividade
criado no início da nossa administração.
Através deste programa o aluno
carente recebe uma bolsa de meio
salário mínimo para as suas despesas
básicas, principalmente alimentação.
Mas o aluno pode ao longo do curso
concorrer a bolsas de monitoria, bolsas
de pesquisa paras pelo CNPq ou
pela própria UFERSA, através de um
programa de iniciação científica institucional
implantado também na nossa
administração. O aluno carente tem
também o apoio da UFERSA no programa
de residência acadêmica e numa
bolsa de auxílio cópias. Há também
outros tipos de bolsas, como a
bolsa de desenvolvimento tecnológico
apoiada pelo CNPq via IEL -
FIERN, entre outras.
Os jornalistas lutam pela exigência
do diploma para profissionais
da área. A Constituição Federal garante
o livre direito de expressão. O
senhor como professor, como analisa
esse movimento dos jornalistas?
Eu defendo que o profissional que
tem qualidade não precisa se preocupar
com os concorrentes. Há muito espaço
no mercado para os bons profissionais.
Por isso que defendemos
que a Universidade forme um profissional
capaz de competir com eficiência
pelos espaços no mercado como
empregado ou como empreendedor.
O atual momento político em
Mossoró é visto como uma verdadeira
batalha jurídica, envolvendo as
primas Larissa e Fafá Rosado. Isso é
bom ou ruim para Mossoró?
A cada dia Mossoró precisa de homens
públicos comprometidos com
o desenvolvimento do município especialmente
das camadas mais desfavorecidas.
Aos poucos acredito que
vamos mudar o quadro atual. Precisamos
lutar por isso. À medida que
avançamos estas questões menores vão
sendo superadas. As brigas judiciais
não trazem avanço. A sociedade precisa
que os homens públicos gastem
o tempo lutando por mais verbas para
melhorar o acesso da população a
direitos básicos como saúde, educação
e segurança. Claro que precisamos resolver
o grande problema de Mossoró:
o desemprego. Para isso precisamos
conhecer o exemplo de algumas cidades
de porte médio do interior paulista
que venceram a luta pela oportunidade
emprego para as mulheres e
para os jovens. A administração municipal
tem tido dificuldade para vencer
esta batalha porque é muito tímida
neste aspecto e é muito tradicional
na aplicação dos recursos da prefeitura.
Ainda sobre política, o senhor
acredita numa renovação na Câmara
Municipal?
A população precisa entender que
elegendo vereadores com pensamento
doméstico a cidade não avança na
velocidade que ela precisa. Para vencer
o problema do desemprego em
Mossoró a Câmara precisa de renovação.
Se isto não acontecer, o povo é o
grande responsável e não pode reclamar
quando a renda da família não é
adequada. Precisamos eleger vereadores
que reivindiquem da prefeita uma
atuação mais pragmática em relação
a inovação da administração municipal.
O senhor tem intenção de se candidatar
a algum cargo eletivo em
2010?
Não tenho nenhuma intenção de
me candidatar a qualquer cargo em
2010. O meu compromisso com a comunidade
acadêmica é administrar
junto com ela a UFERSA nos próximos
quatro anos. Foi esse o compromisso
que assumi e vou cumpri-lo se
Deus nos ajudar. Temos certeza que a
UFERSA será uma outra instituição
em 2012. Vamos prepara a UFERSA
para que os próximos dirigentes façam
pelo menos o que estamos fazendo.
Muito obrigado pela oportunidade de
esclarecer para a sociedade onde estão
sendo usados os recursos oriundos
do contribuinte.
O primeiro reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), Josivan Barbosa, fala
sobre a transformação da Esam em Ufersa, assim como trata de assuntos relacionados a expansão da
instituição. Traça um relato sobre o avanço dos cursos de Direito no Brasil, e da qualidade do que será
instalado na Ufersa. Faz um balanço do que mudou com a transformação da escola em universidade,
bem como da luta dos jornalistas em manter a exigência do diploma para o profissional da área. Na
política Josivan Barbosa descarta por completa uma possível intenção de concorrer a qualquer cargo
eletivo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

DISCURSO DE INAUGURAÇÃO DA UFERSA

DISCURSO DE INAUGURAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO SEMI-ÁRIDO

· INICIALMENTE CUMPRIMENTAMOS E AO MESMO TEMPO PARABENIZAMOS PELO EXCELENTE TRABALHO DESENVOLVIDO EM PROL DA EDUCAÇÃO DO PAÍS:
ü O SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, O MINISTRO DA EDUCAÇÃO FERNANDO HADDAD E O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RONALDO MOTA
ü CUMPRIMENTAMOS A GOVERNADORA WILMA MARIA DE FARIA
ü O PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO
ü OS PARLAMENTARES DO ESTADO DO RN
ü OS MAGNÍFICOS REITORES E DEMAIS DIRIGENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
ü O PRESIDENTE DA PETROBRÁS SR. SÉRGIO GABRIELLI E SUA EQUIPE
ü A PREFEITA DE MOSSORÓ – REPRESENTADA PELO SECRETÁRIO NÍLSON BRASIL LEITE
ü OS PROFESSORES, SERVIDORES E DISCENTES DA UNIVERSIDADE DO SEMI-ÁRIDO
ü CUMPRIMENTAMOS TAMBÉM TODOS OS REPRESENTANTES DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS AQUI PRESENTES

· EM NOME DA COMUNIDADE ACADÊMICA DA UNIVERSIDADE DO SEMI-ÁRIDO AGRADECEMOS
ü A DEUS QUE ILUMINOU O PRESIDENTE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA QUE HÁ TRÊS ANOS SANCIONOU A LEI QUE CRIAVA A UNIVERSIDADE DO SEMI-ÁRIDO AMPLIANDO AS OPORTUNIDADES DE VAGAS E CURSOS PARA OS JOVENS DO SEMI-ÁRIDO. ESTE FOI, SR. PRESIDENTE, SEM DÚVIDAS, O MAIOR BENEFÍCIO PARA O ESTADO DO RN EM TODO O PERÍODO DO SEU GOVERNO
ü AO MINISTRO FERNANDO HADDAD PELO APOIO NA ALOCAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS PARA RECUPERARMOS A ANTIGA INSTITUIÇÃO E CONSTRUIRMOS A NOVA. TODOS OS RECURSOS ACORDADOS E PROGRAMADOS COM O MEC FORAM LIBERADOS, INCLUSIVE COM ANTECIPAÇÃO DAS PARCELAS, TANTO NO PROGRAMA DE EXPANSÃO NÚMERO 1 QUANTO NO ATUAL, O QUE MOSTRA O COMPROMISSO DO GOVERNO LULA EM MUDAR AS HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DO PAÍS.
ü AOS 11 PARLAMENTARES DO RN QUE NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS DECIDIRAM PELA ALOCAÇÃO DE RECURSOS DE EMENDA DE BANCADA PARA A UNIVERSIDADE DO SEMI-ÁRIDO, CHEGANDO NESTE ANO A EXPRESSIVA QUANTIA DE R$ 7 MILHÕES PARA CONSTRUIRMOS A UFERSA – ANGICOS. ANGICOS, SR. PRESIDENTE, É O CORAÇÃO DO SERTÃO CENTRAL DO RN É TAMBÉM A TERRA DO NOSSO PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL, MAS, É, TAMBÉM, O MUNICÍPIO DO SEMI-ÁRIDO QUE APRESENTA UMA DAS MENORES PROPORÇÕES DE JOVENS NO ENSINO SUPERIOR. APENAS 2 JOVENS PARA CADA 100. MUITO ABAIXO DOS ÍNDICES DA CAPITAL, 35 JOVENS PARA CADA 100 E DO ABC PAULISTA, 45 JOVENS PARA CADA 100.
ü AGRADECEMOS AO MINISTRO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, SÉRGIO RESENDE, PELA AMPLIAÇÃO DE RECURSOS PARA AS UNIVERSIDADES E CENTROS DE PESQUISA QUE ATUAM DIRETAMENTE NO SEMI-ÁRIDO
ü AGRADECEMOS A GOVERNADORA WILMA DE FARIA PELA INTERLOCUÇÃO COM O GOVERNO DO PRESIDENTE LULA NOS PROJETOS DE INTERESSE DA UNIVERSIDADE E PELA PARCERIA COM A UFERSA EM IMPORTANTES PROJETOS COMO O CENTRO TECNOLÓGICO DA APICULTURA, CENTRO TECNOLÓGICO DO NEGÓCIO RURAL DO RN E NA CONSTRUÇÃO DESTE CENTRO DE CONVENÇÕES
ü A COMPREENSÃO DA MINHA FAMÍLIA, ESPECIALMENTE A MINHA ESPOSA, ARIZETE FEITOZA
ü AOS MEMBROS DOS COSELHOS DA UNIVERSIDADE QUE NOS APOIARAM NAS DECISÕES DE CRIAÇÃO DOS NOVOS CURSOS E PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO
ü A MINHA EQUIPE DE ASSESSORES E AOS EX-DIRIGENTES DA NOSSA INSTITUIÇÃO: PROF. VANDER SAID, PROF. JORGE COELHO DE ANDRADE, PROF. ARI PINHEIRO DE AMORIM, PROF. PEDRO ALMEIDA DUARTE, PROF. PEDRO FERNANDES PEREIRA, PROF. VINGT-UN ROSADO, PROF. BENEDITO VASCONCELOS MENDES, PROF. JOAQUIM AMARO FILHO, PROF. JOÃO WEINE NOBRE CHAVES E PROF. MARCELO PEDROSA

ESTE É UM MOMENTO SR. PRESIDENTE, DE MUITA EMOÇÃO PARA O POVO DE MOSSORÓ E PARA A POPULAÇÃO DOS 1133 MUNICÍPIOS DO SEMI-ÁRIDO. A ÚLTIMA VEZ QUE A NOSSA INSTITUIÇÃO RECEBEU UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA FOI EM 1967, QUANDO O ATUAL EDIFÍCIO DOM GENTIL DINIZ BARRETO, O SANTO DE MOSSORÓ, FOI INAUGURADO PELO PRESIDENTE ARTUR DA COSTA E SILVA, 172 DIAS DEPOIS DO INÍCIO DA SUA CONSTRUÇÃO. NAQUELE 22 DE DEZEMBRO DE 1967, VINGT-UN DISSE, NO SEU DISCURSO QUE AQUELE PRESIDENTE EM TODA A HISTÓRIA DO BRASIL, FOI O QUE MAIORES SERVIÇOS PRESTOU A MOSSORÓ. AGORA EU DIGO: LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA QUE A EXEMPLO DOS MEUS 10 IRMÃOS E DE MILHARES DE JOVENS DO SEMI-ÁRIDO QUE NÃO TIVERAM ACESSO A UMA UNIVERSIDADE É O PRESIDENTE NA HISTÓRIA DO BRASIL QUE MAIS PRESTOU SERVIÇOS A EDUCAÇÃO DO PAÍS, DO SEMI-ÁRIDO, DO RN E DE MOSSORÓ.
SR. PRESIDENTE, COMO TEMOS MAIS QUATRO ANOS A FRENTE DA NOSSA UFERSA, PEÇO DESCULPAS ANTECIPADAS AO SR. E AO MINISTRO FERNANDO HADDAD PELAS INÚMERAS VEZES QUE SEREI OBRIGADO A RETORNAR A BRASÍLIA PARA LUTAR PELA ABERTURA DE MAIS VAGAS PARA OS JOVENS DO SEMI-ÁRIDO, NA SEDE E ATRAVÉS DA ABERTURA DE NOVOS CAMPI. POIS, O SEMI-ÁRIDO AINDA É MUITO ÁRIDO NO ACESSO DE JOVENS AO ENSINO SUPERIOR DE QUALIDADE.
O POVO DO SEMI-ÁRIDO SEMPRE TEM MUITO QUE PEDIR AO SENHOR, MAS ACREDITO QUE NENHUM DELES É MAIS IMPORTANTE DO QUE SOLICITAR-LHE UMA DISTRIBUIÇÃO DIFERENCIAL DE VAGAS DE DOCENTES PARA AS UNIVERSIDADES VERDADEIRAMENTE INSTALADAS NO SEMI-ÁRIDO COMO A UNIVASF E A UFERSA. ESTA É A FORMA MAIS RÁPIDA DE AMPLIARMOS AS OPORTUNIDADES DE ACESSO DOS JOVENS AO ENSINO SUPERIOR.
FINALIZANDO GOSTARIA DE SIMBOLIZAR ESTE MOMENTO ENTREGANDO A PROFESSORA AMÉRICA FERNANDES ROSADO MAIA UMA PLACA CONTENDO A SEGUINTE MENSAGEM: