sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

UFERSA se destaca na oferta de vagas via SíSU no semiárido


Um crescimento superior a 655% em oferta de novas vagas. Esse foi o salto dado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido nos últimos 5 com anos com a transformação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró – ESAM em Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Das cinco instituições criadas pelo Governo Lula em 2005, a UFERSA, na época, aparecia como a menor delas. A Universidade passou de 310 vagas anuais para 2.030. Hoje, só perde em oferta de vagas para a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia que agora em 2011 vai oferecer 2.130 vagas.

Para ser ter uma ideia do crescimento da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia que no próximo ano oferecerá 100 vagas há mais que a UFERSA, foi criada com 444 docentes e 813 técnicos administrativos, enquanto que a Universidade Rural do Semi-Árido iniciou suas atividades com apenas 65 docentes e 200 técnicos administrativos.

Além da UFERSA e da UFRB, foram criadas simultaneamente naquele ano a Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD e, a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD. As Leis Federais de criação das cinco universidades federais foram sancionadas pelo presidente Lula em primeiro de agosto de 2005.Confira

Oferta de vagas nas 5 Instituições de Ensino Superior
UFRB – 2.130 vagas
UFERSA – 2.030 vagas
UFGD – 1.465 vagas
UNIFAL – 1.037 vagas
FMTM – 844 vagas

Mais oportunidade para os jovens da região 


As 2.030 vagas oferecidas pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido em 2011 estão distribuídas em 19 cursos nos campi de Mossoró, Angicos e Caraúbas. Para o reitor da UFERSA, professor Josivan Barbosa, o crescimento da UFERSA representa mais oportunidade para jovens do semiárido que até então se viam obrigados a deixar a sua região para ingressar na universidade. “Precisamos crescer ainda mais para atender a essa parcela da população que precisa de formação profissional gratuita e de qualidade”, afirma o reitor.

A seleção dos candidatos, a exemplo do que ocorreu em 2010, será feita por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). As inscrições estarão abertas no período de 16 a 18 de janeiro, com os candidatos podendo se inscrever em até duas opções, em ordem de preferência, nas vagas ofertadas pelas instituições participantes.

Finalizadas as inscrições, o SiSU selecionará, automaticamente, os candidatos melhor classificados, de acordo com a nota do Enem 2010. Acessando o site sisu.mec.gov.br  os estudantes já podem consultar os cursos e vagas disponibilizadas pelas 83 instituições que participam do processo em todo o país.

Através do Sisu os estudantes terão oportunidade de concorrer, com a nota do Exame Nacional de Ensino Médio – ENEM 2010, em três instituições da região: UFERSA, UFRB e a UNIFAL – Universidade Federal de Alfenas (MG), sendo o maior número de vagas ofertadas pela UFERSA (2.030), uma vez que a Universidade Federal do Recôncavo Baiano disponibiliza apenas 62% do seu total, representando 1.320 vagas ofertadas pelo SiSU. Segundo o Pró-Reitor de Graduação da UFERSA, professor José Arimatea de Matos, A UFERSA aparece entre as instituições federais de ensino superior com atuação no semiárido nordestino a que oferece o maior número de vagas, confira:

Vagas em instituições no semiárido nordestino.

INSTITUIÇÃO / CAMPUS
NÚMERO DE VAGAS P/2011
UFC (Campus Cariri, Quixadá e Sobral)
1.060
UFPI (Campus Picos, Floriano, Bom Jesus e Parnaíba)
1.308
UNIVASF (Petrolina, Juazeiro, São Raimundo Nonato e Senhor do Bonfim)
1.330
UFRPE (Campus Serra Talhada e Garanhuns)
640
UFERSA (Mossoró, Angicos e Caraubas)
2.030
UFAL (Palmeira dos Índios e Marechal Deodoro)
69


Também na UFERSA os estudantes vão encontrar os cursos dentro do sistema  SiSU na Região do Semiárido com a maior oferta de vagas: Administração (418), Agronomia (380), Medicina Veterinária (240) e Zootecnia (180). A Universidade Federal Rural do Semi-Árido é a única instituição a oferecer o curso Bacharelado em Ciência e Tecnologia, como primeiro ciclo para o ingresso em sete engenharias. O curso de Medicina é ofertado apenas no campus Cariri da UFC, em Barbalha – CE, distante 405 km de Mossoró e pela UNIVASF em Petrolina – PE, distante 670 km, num total de 150 vagas. Para o primeiro semestre de 2011 a UFERSA oferece 1.015 vagas, das quais 405 são para cursos no período noturno o que representa 39,9% do total. Veja os cursos oferecidos pela UFERSA:



CAMPUS MOSSORÓ
Curso
Turno
Vagas
Administração
Noturno
50
Agronomia
Integral
60
Biotecnologia
Integral
25
Ciência da Computação
Noturno
25
Ciência e Tecnologia
Integral
200
Ciências e Tecnologia
Noturno
100
Ciências Contábeis
Noturno
40
Direito
Noturno
40
Ecologia               
Integral
25
Engenharia de Pesca
Integral
25
Engenharia Florestal
Integral
25
Medicina Veterinária
Integral
25
Zootecnia
Integral
25
CAMPUS ANGICOS
Curso
Turno
Vagas
Ciência e Tecnologia
Integral
100
Ciência e Tecnologia
Noturno
50
Sistemas de Informação
Noturno
25
Licenciatura em Computação e Informática
Noturno
25
CAMPUS CARAÚBAS
Curso
Turno
Vagas
Ciência e Tecnologia
Integral
100
Ciência e Tecnologia
Noturno
50


No estado do Rio Grande do Norte, além da UFERSA os estudantes têm ainda a oportunidade de escolher através do SiSU, 6 seis cursos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, sendo 3 em Natal e 3 em Macaíba, totalizando 245 vagas e, em 7 opções de Licenciatura nos campi do Instituto Federal, totalizando 154 vagas.
Fora do RN, no estado vizinho do Ceará, os estudantes dispõem como opção os cursos oferecidos pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e o IF-CE . A UFC é a instituição que oferece o maior número de vagas através do Sisu em todo pais num total 5.724 vagas ofertadas, distribuídas entre 102 cursos, sendo 4.097 para o primeiro semestre e 1.627 para o segundo semestre. Já o IFCE oferece para 2.011, 1.750 vagas, sendo 390 vagas para cursos de bacharelados, 530 vagas de licenciatura e 830 vagas para cursos tecnológicos.



CNPq aprova projeto da UFERSA que ameniza escassez de água

O grave problema da escassez de água do semiárido brasileiro será objeto de pesquisa da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Dessa vez, o professor Rafael Oliveira Batista, do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, coordenará o projeto que desenvolverá um sistema sustentável para captação e armazenamento de águia pluvial, visando o fornecimento de água de boa qualidade para o abastecimento humano, como também para irrigação de cultivos agrícolas em ambientes rurais da região do semiárido. O projeto no valor de R$ 33.260,00 foi aprovado pelo CNPq.

Segundo o professor Rafael, a água pluvial, captada por sistemas sustentáveis para armazenamento, como o polietileno tereftalato (PET), que é um material de amplas aplicações na área de construções sustentáveis, é uma alternativa interessante para amenizar o problema da escassez de água no semi-árido.

Para o professor, os sistemas convencionais de captação e armazenamento de água das chuvas apresentam custos que oscilam de R$ 850 à R$ 1200, mas com esse projeto, os custos serão reduzidos, enquanto a boa qualidade da água pluvial e a forma sustentável de aproveitá-la sem agredir a natureza serão mais evidentes.

O projeto terá duração de dois anos e contará com duas (2) bolsas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial – DTI, sendo uma (1) bolsa para aluno recém formado, com experiência na iniciação científica, e mais uma (1) para aluno recém formado. A terceira bolsa, na modalidade de Iniciação Tecnológica Industrial – ITI, é destinada para estudantes de graduação do Departamento veiculado ao projeto.

Todas as bolsas terão duração de seis (6) meses. Os interessados em participar da seleção deverão mandar agora em janeiro o Currículo Lattes para o e-mail rafaelbatista@ufersa.edu.br ou entrar em contato através dos telefones: 3315-1741/8803-8437.

Projeto da UFERSA vai levar ciência às escolas públicas do semiárido

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido irá executar, a partir de fevereiro, o Projeto Ciência para Todos no Semi-Árido Potiguar. O projeto, que tem como coordenadora a Professora da UFERSA, Dra. Celicina Maria da Silveira Borges Azevedo, foi submetido aos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação, com colaboração da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN.

Já aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, o Projeto objetiva despertar nos adolescentes de escolas públicas de ensino médio do semiárido nordestino a curiosidade científica. “A nossa proposta é treiná-los no uso da metodologia científica e realizar uma grande feira de ciências com, no mínimo, 100 projetos feitos pelos estudantes através do uso do método científico nas mais diversas áreas do conhecimento”, explica a professora Celicina Borges.

Ainda segundo a professora, a proposta foi concebida depois da experiência em projetos para a melhoria do ensino de ciências nas escolas públicas da 12ª Diretoria Regional de Educação, Cultura e Desportos - DIRED. Para possibilitar o aumento da experiência, a intenção é dar continuidade e ampliar o trabalho para outras DIREDs, como a 13ª, 14ª e 15ª.

Todas as 77 escolas de ensino médio dessas DIREDs serão contempladas. No total, 49 cidades, o que corresponde a 29% dos municípios do estado, todos na região do semiárido. O Projeto tem custeio global de mais de R$ 190 mil.

A professora explica que o cronograma será dividido em cinco etapas. A primeira com a capacitação de professores, seguida de oficinas de construção de projetos e visitas de acompanhamento aos trabalhos desenvolvidos. A segunda será a realização, das escolas, de suas próprias feiras de ciências e a escolha dos melhores projetos. A terceira etapa será a realização da feira de ciências a nível regional com os projetos selecionados na segunda etapa.

Por fim, as duas últimas etapas, em Mossoró, com a Semana de Ciência e Tecnologia, no mês de outubro, dando início a quarta etapa. A Feira Estadual terá a participação de todos os projetos selecionados nas feiras regionais das quatro DIREDs. A quinta e última etapa será a entrega das bolsas de Iniciação Científica Junior para os estudantes premiados, além da execução de um curso de Ciências para esses alunos.

No total, serão atribuídas 18 bolsas, onde dentre os critérios de escolha estão o uso do método científico, a criatividade e a relevância da pesquisa. A duração da bolsa será de 12 meses e, no final, os estudantes e professores premiados, bem como os coordenadores das DIREDs e a coordenadora geral do projeto receberão passagem aérea de ida e volta, para participação e apresentação dos projetos em Feira de Ciências de âmbito nacional.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Embrapa busca "superpeixe" nacional "

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e de outras 17 instituições de pesquisa iniciaram um mutirão para baratear a produção e popularizar o consumo de peixe e camarão no Brasil. Mais ou menos como foi feito com o frango, há 20 anos.
Batizado de Aquabrasil, o projeto está fazendo um amplo trabalho de melhoramento genético com as quatro espécies consideradas mais aptas e viáveis economicamente no país: tilápia, cachara, camarão-branco e tambaqui.

Antes de começar o processo de reprodução, cada animal é analisado. Os cientistas removem um pequeno pedaço da barbatana, que passa por um exame de DNA para determinar a composição genética do pescado.
Depois, os bichos com as características consideradas mais desejáveis são selecionados. Normalmente, há preferência por cruzamentos entre animais geneticamente mais distintos entre si.
Isso contribui para que os filhotes e futuros descendentes sejam mais resistentes a algumas doenças.
"Todas as culturas que têm grande aceitação no Brasil, como a soja, o milho e até o gado bovino, passaram por longos processos de melhoramento genético como esse", diz Emiko Resende, pesquisadora da Embrapa Pantanal que chefia o trabalho.
Embora pareça fácil, encontrar exemplares distantes geneticamente pode ser bem trabalhoso. Sobretudo no caso da cachara (Pseudoplatystoma reticulatum), um peixe de couro (sem escamas), com baixo teor de gordura e sem espinhas intramusculares.
"A cachara é como o salmão: tem identidade de origem. Toda a bacia hidrográfica do Pantanal tem a sua família. Por isso, é mais difícil e trabalhoso", disse Resende.

GORDINHOS
Em dois anos de existência, o projeto já conseguiu um resultado expressivo: diminuiu em até três meses o tempo necessário para que as tilápias cheguem ao peso ideal de abate.
A linhagem de tilápia (Oreochmoris niloticus) usada no Aquabrasil é oriunda da Malásia. Ela é conhecida como Gift (sigla em inglês para tilápia geneticamente melhorada para a criação) e já se adaptou bem ao país.
Antes, dependendo das condições climáticas e dos recursos de criação, a espécie demorava até seis meses para o ganho completo de peso. "Quando conseguimos melhorar a espécie, as outras coisas caminham juntas. Se nós diminuímos o tempo de criação, o que se gasta com ração e outros cuidados também é reduzido. E isso é fundamental para baratear a produção", disse Resende.
E os produtores não precisam esperar muito. Após uma etapa de melhoramento ser concluída com sucesso, seus exemplares já são disponibilizados para criadores.

RAÇÃO VIP
Os cientistas trabalham para potencializar o ganho de peso. O objetivo é que cada geração melhorada de Gift seja 15% mais pesada. O projeto também está trabalhando no melhoramento das rações. Além de influírem diretamente no processo de engorda, se usadas incorretamente, elas também podem dar um gosto ruim à carne.

"Aquele gosto de barro que muitos peixes de criação têm é provocado principalmente pela ração que não foi totalmente absorvida e acabou sobrando na água", afirmou Resende.

ATÉ A ESPINHA
Como um dos objetivos do projeto também é criar uma cadeia sustentável de produção, os pesquisadores estão investindo no aproveitamento total dos animais.

Depois de retirado o filé, são usadas máquinas especiais que conseguem separar o que sobra de carne das espinhas. Esse material é usado para fazer produtos com valor agregado, como kibes e hambúrgueres de peixe.

As vísceras podem virar ingredientes para ração ou material usado em adubo.
"Estamos trabalhando para levar essas técnicas ao produtor. Queremos que sejam aproveitadas tanto pelos grandes quanto pelos pequenos criadores", completa Emiko Resende.

Governo lança livro com propostas para inovação sustentável Biomassa, Amazônia e energia nuclear devem estar no foco de políticas de ciência


SABINE RIGHETTI DE SÃO PAULO

O governo lança hoje o "Livro Azul" da ciência e tecnologia, que traz um diagnóstico da inovação no Brasil e propostas para orientar futuras políticas públicas. A ideia é que o documento faça parte do "PAC da ciência"- o próximo plano plurianual do MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia), de 2011 a 2014, na gestão de Aloizio Mercadante.

A espinha dorsal dessa edição são as inovações voltadas para o desenvolvimento sustentável e para a preservação ambiental. "Precisamos atacar as tecnologias estratégicas, por exemplo, para a Amazônia", disse o físico Luiz Davidovich, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Ele coordenou a 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, que aconteceu em maio e cujas discussões deram origem ao livro. "Isso significa explorar alternativas que não sejam a indústria madeireira ou a pecuária, como os fitoterápicos", completou Davidovich.

Outra área considerada promissora no país é a bioenergia que, de acordo com a publicação, pode gerar crescimento e criar empregos. O "Livro Azul" considera que, com tecnologia, é possível aumentar a produção de etanol sem expandir a área de cultivo de cana. Frisa ainda a necessidade de investimento em pesquisa na área. "Também temos de trabalhar com biomassa e energia nuclear, áreas em que não estamos ainda muito bem situados", analisou o físico.

REVOLUÇÃO

Deixando de lado a ciência propriamente dita, o "Livro Azul" ressalta a necessidade do que chamou de uma "revolução na educação". A meta é simples: essencialmente universalizar a educação básica de qualidade. Isso porque os projetos previstos para as próximas décadas requerem um grande número de profissionais. "A formação dessas pessoas pressupõe educação de qualidade para todos os brasileiros", concluiu Davidovich. O "Livro Azul" dá continuidade ao livros "Verde" e "Branco", publicados antes e depois da 2ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em 2001.

Usina de ondas está a um mês da operação


Antes programada para este fim de ano, a usina de ondas do Pecém, a primeira do tipo no Brasil, irá iniciar as suas operações em janeiro de 2011. Ainda esta semana, os equipamentos que faltam para montar a estrutura do empreendimento piloto devem chegar ao porto.

Estão para chegar a câmara hiperbárica e o flutuador, que completarão a estrutura. De acordo com o gerente do projeto, Eliab Ricarte, a usina irá funcionar por 12 a 18 meses para aprimorar sua tecnologia. "Quando tivermos um conhecimento maior, faremos um equipamento definitivo, a ser instalado no novo quebra-mar a ser construído aqui no Pecém", diz.

Segundo ele, o Ceará está com este protótipo, juntamente com outros países da Europa, na corrida para o desenvolvimento de uma tecnologia viável para a utilização comercial das usinas de ondas. O projeto cearense terá capacidade de produzir 100 kW, o equivalente ao consumo de 60 casas do padrão médio de consumo de energia elétrica no Estado. "Não se decidiu ainda qual máquina será acertada no mundo. Pode ser a nossa, pode ser a de Portugal, ainda não se sabe", diz.

A usina está sendo desenvolvida em parceria da empresa Tractebel, da Cearáportos e das universidades federais do Ceará e do Rio de Janeiro. O investimento nesse projeto é de R$ 12 milhões, sendo R$ 1 milhão de contrapartida do Governo do Estado (em parceria com a Universidade Federal do Ceará) e R$ 11 milhões da Aneel, oriundos do item Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias da Tractebel. (SS)

Produção

100 kilowatts (kw) é a capacidade de produção da usina de ondas do Pecém.

ATUAL AMPLIAÇÃO

Tmut: primeiro berço em fevereiro

A atual etapa de expansão do Porto do Pecém, que é a construção do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut), entregará a sua primeira fase em fevereiro do próximo ano, para estar pronta em março. Até o momento, 75% da obra estão concluídos.

De acordo com o presidente da Cearáportos, Erasmo Pitombeira, o novo terminal porá fim à espera dos navios para atracação no porto. Esta espera é um problema que já foi noticiado pelo jornal este ano.

Movimentação

O Tmut, que irá concentrar toda a movimentação de contêineres do Pecém, contará com dois berços para atracação de embarcações. O primeiro delas será entregue até o dia 20 de fevereiro. O segundo continuará o seu acabamento e estará pronto até o fim de março. Com o novo terminal, a capacidade estimada de movimentação de contêineres será ampliada dos atuais 150 mil TEUs/ano para 750 mil TEUs/ano.

Quebra-mar

A ampliação do quebra-mar em mil metros já está concluída, fazendo com que o porto já esteja livre das chamadas ondas swell, que atrapalham a manobra dos navios no porto.

De acordo com Pitombeira, já existem contratos fechados para utilizarem o terminal quando pronto. "Ele vai acabar com as filas de navios, que às vezes ocorrem. Teve navio que já esperou cinco dias para atracar. O normal é entre três e oito horas. Com o Tmut, a atracação será imediata, que é o ideal", garante Pitombeira. (SS)

Parque do Ipu, no Ceará, soma R$ 27 mi em obras


Wilson Gomes - Colaborador

Municípios da Zona Norte vão ter o turismo dinamizado com os atrativos do Parque Ecológico da Bica do Ipu. A primeira etapa do projeto de construção do Parque Ecológico da Bica do Ipu deve ficar pronta até julho de 2011. O valor total da obra soma média de R$ 27 milhões, com conclusão em 18 meses. De acordo com um dos responsáveis pela execução, Marcos Belo, representante da Construtora Enpecel Engenharia, neste primeiro momento estão sendo construídos a entrada principal, a área de estacionamento e o restaurante. "Estamos trabalhando por etapa. Nesta primeira fase, iremos entregar o estacionamento com a construção do pórtico de entrada, do obelisco, que representa o marco da obra, e o restaurante. Com isso, o parque já poderá receber visitação enquanto se dará continuidade à construção dos demais equipamentos do complexo", disse ele. 

A área da cascata da bica do Ipu, com seus 120 metros de altura, está interditada desde o final de julho. A construção do Parque Ecológico é um projeto da Prefeitura Municipal para aperfeiçoar o turismo na região. Tem a bica como um de seus pontos turísticos. O projeto prevê a construção de estacionamento para 123 carros, acesso ao parque com guarita e catracas, biblioteca de três pavimentos com varandas, quiosques, anfiteatro, revitalização do jardim botânico e trilhas ecológicas, além de bondinho, mirante, lago para pedalinho, trilhas, chalés, restaurante e teleférico. 

Com a construção desse novo complexo turístico na região, que deverá impulsionar a visitação a outros Municípios próximos, como Ubajara, Viçosa do Ceará e Carnaubal, por exemplo, haverá espaço para o esporte ecológico, como arvorismo, rapel e tirolesa. O lago terá espaço para quem gosta de andar com pedalinho e caiaque. Na época da assinatura da ordem de serviço, o prefeito de Ipu, Sávio Pontes, chegou a destacar que o Parque Ecológico será uma atração turística regional. "É uma grande opção turística para o Estado do Ceará", destacou também o prefeito. 

A obra está sendo financiada com recursos do Governo do Estado e do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), responsável pela maior parte dos recursos, na ordem de R$ 23,8 milhões; seguido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo (Setur), com R$ 2,8 milhões. O restante, R$ 259,7 mil, é contrapartida do Município de Ipu. O Prodetur é uma iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Importância histórica
O complexo turístico de 91,4 hectares (914 mil metros quadrados) visa incrementar ainda mais a atratividade da região, assim como requalificar um local de importância histórica e cultural para o Estado. O parque vai receber uma série de intervenções com arquitetura sustentável, em sintonia com a paisagem natural. Os postes de iluminação e tirolesa em são feitos de eucalipto e todo o madeiramento proveniente de reflorestamento. Todas as instalações devem ser acessíveis para pessoas com necessidades especiais. Também vai ser criado o Parque das Águas, com lago artificial e fonte, hotel com sete chalés e dois restaurantes, sendo um com mirante; além de área para camping com quatro hectares e estrutura de apoio. Os equipamentos vão criar uma ambiência necessária para o conforto do visitante e desenvolvimento de atividades econômicas e também esportivas. A área é muito propícia para a prática de esportes radicais, como asa delta e parapente. 

A bica do Ipu é formada pelas águas perenes do riacho Ipuçaba, cuja nascente é localizada no Sítio São Paulo, no alto da Serra da Ibiapaba. Trata-se de uma Área de Proteção Ambiental (APA), uma unidade de conservação de uso sustentável. Foi criada, por decreto, em janeiro de 1999, e abrange uma área de 3.484,66 hectares. Atrações 91,4 hectares é a área total do complexo turístico, que prevê, entre as atrações, tirolesa em eucalipto, Parque das Águas, hotel com sete chalés, restaurantes, bondinho e mirante.

 MAIS INFORMAÇÕES Prefeitura de Ipu, Rua Abílio Martins, S/N, Centro, (88) 3683.2021 (88) 3683.2022, www.ipu.ce.gov.br, comunicacaosocial@ipu.ce.gov.br

BONDINHO DE UBAJARA - Terminal do teleférico será reformado Com orçamento previsto de R$ 2 milhões, o Bondinho de Ubajara deve passar por nova intervenção em 2011 Sobral. Outro ponto que impulsiona o turismo na Zona Norte é o bondinho de Ubajara, que fica no Parque Nacional de Ubajara. Este equipamento deverá passar por uma nova intervenção a partir do próximo ano, com a reforma do terminal de passageiros do teleférico. 

O edital para a execução da obra já foi enviado pela Secretaria do Turismo do Estado (Setur) à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para licitação. A nova estrutura está orçada em cerca de R$ 2 milhões e pretende oferecer melhor conforto e segurança aos visitantes da Gruta de Ubajara, no que se refere à infraestrutura de acesso. A previsão é de que s envelopes com as propostas serão abertos em 11 de janeiro de 2011. 

O passeio de teleférico é uma das atrações do Parque Nacional, na Serra da Ibiapaba. O bondinho, suspenso por cabos de aço, leva os visitantes ao alto do mirante, de onde se pode apreciar uma das paisagens mais belas da caatinga. No Parque, distante 3km do Centro da cidade, com 1.120m de extensão, o turista pode contemplar diversas formações rochosas como estalagmites e estalactites. Do topo do planalto até sua base, onde está a entrada da gruta, são 426 metros de descida, equivalente a um prédio de 111 andares. Foi fabricado há quase 40 anos. No início da década de 90, o bondinho, que faz o percurso em três minutos e capacidade para levar e trazer sete passageiros, passou por uma grande reforma. 

Projeto de obras 

As novas intervenções e o projeto a ser executado, segundo a Setur, objetiva oferecer melhores condições aos turistas. Vão atingir as plataformas, superior e inferior. A superior terá estrutura metálica em arco e pele em vidro, laminado incolor com espessura de 10mm, dentre outros detalhes técnicos. Na inferior, na estrutura da base será instalada estrutura metálica complementar para suporte e fixação de placas em vidro temperado laminado incolor com espessura de 24mm.
MAIS INFORMAÇÕES Parque Nacional de Ubajara Rodovia da Confiança, 187 Município de Ubajara - Zona Norte Telefone: (88) 3634.1188